A disputa em torno da eleição para a presidência da Alerj cruzou a Carioca e chegou às terras da Cinelândia na sessão plenária desta quinta-feira (16).
O líder do PL na Câmara, Rogério Amorim, criticou a iniciativa do deputado Luiz Paulo (PSD) de recorrer à Justiça para tentar barrar a eleição interna da Alerj. O parlamentar buscava impedir a realização do pleito até que o Supremo Tribunal Federal (STF) defina se a sucessão no governo estadual ocorrerá por eleição direta ou indireta.
Em discurso na tribuna, Amorim classificou a medida como interferência indevida do Judiciário em assuntos internos do Legislativo e fez ataques ao decano da Assembleia. Segundo o vereador, a judicialização do processo enfraquece o parlamento e amplia a crise institucional em torno da sucessão no estado.
O edil também associou a movimentação ao ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), principal concorrente do PL — que lançou como pré-candidato o deputado Douglas Ruas — na disputa pelo Palácio Guanabara, a quem atribuiu influência política sobre a medida apresentada por seu correligionário.
Justiça negou pedido de suspensão da eleição da Alerj
A ofensiva ocorre em meio ao impasse sobre a recomposição da Mesa Diretora da Alerj e à indefinição, no STF, sobre o modelo de escolha do chamado governador-tampão — cenário que tem acirrado a disputa política entre diferentes grupos no Rio.
A tentativa de barrar a eleição, no entanto, não prosperou. O Tribunal de Justiça negou o pedido de liminar apresentado por Luiz Paulo, ao entender que a questão envolve tema interna corporis — ou seja, matéria interna do Legislativo, sem cabimento de intervenção judicial. Com isso, ficou marcada para amanhã (17) a eleição do novo presidente da Alerj.
O eleito deverá assumir o governo do estado e conduzir o processo sucessório, caso assim se mantenha a decisão do STF — que pode manter o desembargador Ricardo Couto no comando até o pleito de outubro.
Uma eleição anterior chegou a eleger o deputado Douglas Ruas, mantendo o aliado do ex-governador Cláudio Castro (PL) na linha sucessória do estado, mas o pleito acabou anulado pela Justiça, levando à convocação de uma nova votação.
Hoje, o Executivo fluminense é chefiado interinamente pelo presidente do TJ-RJ.






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