O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, informou a Andréia Sadi, do g1, que a operação deste domingo (24), que levou à prisão dos três suspeitos de serem mandantes da vereadora Marielle Franco (PSOL), foi antecipada porque havia risco de vazamentos.
Já o jornalista César Tralli, segundo a GloboNews, apurou que os mandados de prisão foram expedidos na sexta-feira (22) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) após uma reunião no dia anterior, que reuniu integrantes da Corte, da Procuradoria-Geral da República e da Polícia Federal.
“Uma investigação que durou seis anos – um ano com a Polícia Federal, um trabalho exitoso”, disse Lewandowski a Sadi na manhã deste domingo (24).
O ministro afirmou ainda que o próximo passo da investigação, após a conclusão do caso Marielle, é desvendar “quem é quem” no crime organizado do Rio de Janeiro.
A Polícia Federal quer usar a delação do ex-PM Ronnie Lessa, apontado como autor dos disparos contra Marielle Franco e Anderson Gomes, para avançar nas investigações sobre outros crimes no Rio de Janeiro ligados ao jogo do bicho e à milícia.
Neste domingo, foram presos os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa.
Os três foram alvos de mandados de prisão preventiva na Operação Murder, Inc., deflagrada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e pela Polícia Federal (PF).
Os investigadores ainda trabalham para definir por que Marielle foi morta. Do que já se sabe, o motivo tem a ver com a expansão territorial da milícia no Rio. Já Rivaldo é suspeito de ter combinado não investigar o caso.
Os investigadores decidiram fazer a operação no início deste domingo para surpreender os suspeitos. Informações da inteligência da polícia indicavam que eles já estavam em alerta nos últimos dias, após o Supremo Tribunal Federal (STF) homologar a delação premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa.





