O laudo do Instituto Médico-Legal (IML) referente ao caso envolvendo o ator Marco Furlan não apontou evidências de lesões corporais em um menino de 5 anos. O artista foi preso em flagrante no dia 2 de agosto, após ser encontrado nu com a criança em um quarto de uma chácara onde ocorria uma festa de aniversário, no interior de São Paulo.
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o documento registra que o exame não encontrou elementos que confirmassem a prática de ato libidinoso. A análise médica avaliou possíveis lesões de interesse médico-legal na região anal da criança.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que as investigações continuam sob sigilo na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Pindamonhangaba. A pasta afirmou ainda que outras informações não serão divulgadas devido à natureza do caso e à proteção da criança.
Exame ainda aguarda resultado complementar
De acordo com o laudo, exames complementares também foram realizados no menino. Entre eles está uma análise para pesquisa de espermatozoides, feita em 4 de agosto, dois dias depois do episódio. O IML ainda aguardava os resultados desse procedimento.
A defesa da família da criança, representada pela advogada Maria Fernanda Mituo, afirmou ao Metrópoles que considera incontestáveis as provas relacionadas à materialidade do caso.
A prisão de Marco Furlan ocorreu depois que convidados da festa relataram tê-lo encontrado sem roupas junto ao menino em um dos quartos da propriedade. Conforme a investigação, a criança havia sido levada pela mãe para dormir sozinha no local porque a comemoração avançava pela madrugada.
Entenda o que aconteceu na festa
Segundo a Polícia Civil, o ator teria entrado no quarto poucos minutos depois de a criança ser deixada no local. Na sequência, o menino começou a chorar, o que teria chamado a atenção da mãe.
A mulher foi até o quarto acompanhada por outros convidados e, segundo os relatos apresentados à investigação, encontrou Furlan e a criança sem roupas. Os presentes teriam contido o ator até a chegada da Polícia Militar, responsável pela prisão em flagrante.
Na semana seguinte, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em preventiva. A medida foi determinada após audiência de custódia e mantém o ator preso enquanto as autoridades continuam a apuração.
Ator apresentou versões durante investigação
No primeiro interrogatório, Marco Furlan teria declarado que havia consumido bebida alcoólica, estava passando mal e confundido a criança com a namorada. Durante a audiência de custódia, porém, ele optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional de não responder às perguntas.
A Justiça considerou que havia elementos suficientes para manter a prisão preventiva. A medida, no entanto, ocorre enquanto a investigação ainda está em andamento e os exames complementares não foram totalmente concluídos.
Representantes da família da criança afirmaram que Furlan não estava acompanhado de uma companheira durante a festa. Segundo os parentes, posteriormente o ator teria dito que não se lembrava do que havia acontecido, versão diferente daquela apresentada inicialmente à Polícia Civil.







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