A Justiça determinou a penhora dos direitos de dois apartamentos que pertenceram a Pelé, localizados na Avenida Almirante Cochrane, no bairro Embaré, em Santos (SP). A decisão ocorre em razão de dívidas de condomínio que somam cerca de R$ 9 mil por unidade, referentes aos meses de abril a junho de 2024. Os imóveis integram o espólio do ex-jogador, falecido em 29 de dezembro de 2022, e permanecem em seu nome, já que o processo de inventário ainda não foi concluído.
Os imóveis ficam no Residencial Dondinho, condomínio batizado em homenagem ao pai de Pelé, João Ramos do Nascimento, conhecido como Dondinho. Segundo decisão judicial, a medida tem caráter de garantia — ou seja, os bens foram penhorados apenas para assegurar o pagamento das dívidas, sem risco imediato de perda dos apartamentos.
O juiz responsável pelo caso nomeou Edson Cholbi do Nascimento (Edinho), filho do eterno camisa 10, como depositário dos bens, com a responsabilidade de conservar os imóveis até o fim do processo. O primeiro apartamento foi penhorado em maio de 2025 e o segundo, em outubro do mesmo ano.
As pendências judiciais em torno dos bens de Pelé não são recentes. Em 2023, o condomínio já havia acionado a Justiça para cobrar R$ 13,8 mil em taxas atrasadas desde o falecimento do ex-jogador até abril daquele ano. Além dos apartamentos, uma fazenda milionária de propriedade da família no interior de São Paulo foi colocada à venda, e há especulações de que o valor das dívidas esteja na casa dos milhões.
A família de Pelé poderá apresentar proposta de acordo para quitar os débitos ou solicitar a substituição dos imóveis por outros bens de valor equivalente.
No testamento, o “Rei do Futebol” destinou à viúva Márcia Aoki uma mansão de quatro andares no Guarujá, também no litoral paulista.
Legado e homenagem: o “Dia do Rei Pelé”
Enquanto o espólio enfrenta disputas judiciais, o legado do maior jogador da história segue sendo celebrado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, em 2024, a lei que institui o Dia do Rei Pelé, comemorado anualmente em 19 de novembro — data em que o craque marcou o milésimo gol da carreira, no Maracanã, em 1969, durante partida contra o Vasco da Gama.
O projeto, de autoria do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), foi aprovado pela Comissão de Esportes do Senado e reconhece Pelé como uma das figuras mais emblemáticas do esporte mundial. “Pelé transcendeu os limites do campo para se tornar um verdadeiro embaixador do Brasil”, destacou Kajuru.
A homenagem reforça a memória do três vezes campeão mundial (1958, 1962 e 1970) e mantém viva a história do jogador que disputou 114 partidas pela Seleção Brasileira e marcou 95 gols, eternizando o nome de Edson Arantes do Nascimento como símbolo máximo do futebol brasileiro.






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