A Justiça do Rio de Janeiro converteu a prisão do médico José Emílio de Brito em preventiva, após ele ser apontado como responsável pela morte da jovem Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, durante um procedimento estético em uma clínica localizada em Campo Grande, na Zona Oeste da cidade. A decisão foi assinada nesta segunda-feira (13) pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza, que também decretou a prisão da enfermeira Sabrina Rabetin Serri, envolvida no caso. As medidas atendem a um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
MP aponta risco à ordem pública e à aplicação da lei
Segundo o MPRJ, manter os acusados em liberdade poderia colocar em risco a garantia da ordem pública e a aplicação da lei penal. O órgão destacou ainda a gravidade e a hediondez do crime de homicídio qualificado, reforçando a necessidade da prisão preventiva para evitar interferências no andamento do processo.
Médico tentou mascarar causa da morte, diz investigação
A morte de Marilha ocorreu no início de setembro, na Clínica Amacor. De acordo com as investigações, José Emílio de Brito teria falsificado a declaração de óbito da paciente, tentando fazer com que o corpo fosse encaminhado diretamente a uma funerária, e não ao Instituto Médico Legal (IML). O médico alegou que a jovem morreu após uma broncoaspiração seguida de parada cardiorrespiratória, mas o exame de necrópsia revelou sete perfurações, sendo duas na cavidade abdominal e no rim esquerdo, além de hemorragia interna.
Juíza já havia alertado sobre risco de novos crimes
Em decisão anterior, a juíza Alessandra da Rocha Lima havia determinado a prisão temporária do médico, afirmando que sua liberdade poderia atrapalhar as investigações e permitir que ele voltasse a praticar delitos. Na mesma ocasião, foi autorizada a quebra dos sigilos telefônico e telemático de José Emílio.
Conselho de Medicina investiga o caso
O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma sindicância para apurar a conduta do profissional. Caso seja comprovada infração ética, o médico pode sofrer sanções disciplinares, que vão desde suspensão até cassação do registro profissional.






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