A Polícia Civil concluiu, na manhã desta quarta-feira (2), a necropsia no corpo da jovem Juliana Marins, brasileira que morreu ao cair em um penhasco na trilha do Monte Rinjani, na Indonésia. O resultado deve ser entregue a família em sete dias.
O exame foi conduzido por dois peritos legistas da instituição e acompanhado por um perito médico da Polícia Federal, além de um assistente técnico indicado pela família.
O procedimento teve início às 8h30 e durou pouco mais de 2h, no Instituto Médico-Legal, no Centro do Rio. Com a conclusão da necropsia, o corpo foi liberado para a família, que agora poderá realizar os trâmites funerários.
A previsão é de que o enterro aconteça no Cemitério Parque da Colina, em Pendotiba, Niterói. A data ainda não foi divulgada.
Relembre o caso
Juliana é natural de Niterói, no Rio de Janeiro, e estava em um mochilão pela Ásia quando o acidente aconteceu. Ela fazia uma trilha no vulcão Rinjani, um dos pontos turísticos mais populares da Indonésia, quando caiu em um precipício, na madrugada de sábado (21), no horário local — ainda sexta-feira (20) no Brasil.
O guia que acompanhava Juliana disse que ela não foi abandonada e que somente tinha parado para descansar. Ele garante que estava há 3 minutos do local onde ela descansava e chamou a equipe de resgate assim que ouviu os gritos de socorro.
Em entrevista ao Fantástico, Manoel Marins, pai da vítima, criticou duramente a atuação do guia e contou que a filha foi deixada sozinha em um ponto da montanha enquanto ele se afastou para fumar.
“Juliana falou para o guia que estava cansada e o guia falou: ‘senta aqui, fica sentada’. E o guia nos disse que ele se afastou por 5 a 10 minutos para fumar. Para fumar! Quando voltou, não avistou mais Juliana. Isso foi por volta de 4h. Ele só a avistou novamente às 6h08, quando gravou o vídeo e o enviou ao chefe dele”, detalhou o pai.
Investigação
O guia que estava com Juliana Marins foi ouvido pela polícia de Lombok Oriental. A polícia busca entender se houve negligência ou outro elemento criminoso nas circunstâncias da morte da jovem.
Também prestaram depoimento o carregador que levava as bagagens do grupo pela trilha, um policial florestal e representantes da agência de turismo responsável pelo passeio. Outras testemunhas também estão sendo procuradas para esclarecer a cronologia do acidente.
A Embaixada do Brasil na Indonésia acompanha o caso de perto. A Defensoria Pública da União (DPU) solicitou que a Polícia Federal investigue possível omissão de socorro por parte das autoridades indonésias. Se confirmada, a hipótese pode levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington.





