A morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, após complicações registradas depois de um procedimento de coleta de óvulos em uma clínica de fertilização em Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo, provocou comoção no meio jurídico e levou manifestações de pesar de autoridades e do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.
A magistrada atuava na comarca de Sapiranga, no interior gaúcho, e morreu na quarta-feira (06) depois de passar mal após realizar o procedimento ligado a um tratamento de fertilização assistida. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, ela chegou a ser submetida a uma cirurgia em uma maternidade da cidade paulista, mas não resistiu.
Quem era Mariana Ferreira
Natural de Niterói, Mariana Francisco Ferreira dizia ter o sonho de ingressar na magistratura desde a adolescência. Ela entrou para o Judiciário do Rio Grande do Sul em dezembro de 2023, após ser aprovada em concurso público.
Sua primeira designação foi para a 1ª Vara Judicial da comarca de Parobé. Ao longo da carreira recente, também atuou na 1ª Vara Regional de Garantias de Porto Alegre e nas 1ª e 2ª Varas Criminais de São Luiz Gonzaga.
Desde fevereiro deste ano, Mariana exercia suas funções na Vara Criminal de Sapiranga.
Tribunal lamentou morte
Em nota oficial, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul lamentou a morte da magistrada.
“O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul recebe com profundo pesar a notícia do falecimento da Juíza Mariana Francisco Ferreira, da Comarca de Sapiranga”, informou o órgão ao destacar que a magistrada morreu em decorrência de complicações após um procedimento cirúrgico.
A Prefeitura de Sapiranga também divulgou manifestação de pesar e decretou luto oficial de três dias no município. A administração municipal afirmou que se solidariza com familiares, amigos e integrantes do Judiciário diante da “perda precoce”.
Entenda o caso
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a mãe da juíza procurou a delegacia e relatou que Mariana havia realizado uma coleta de óvulos na segunda-feira (04) em uma clínica de reprodução assistida.
Após o procedimento, a magistrada retornou para casa, mas passou a sentir fortes dores. Ela voltou à clínica e, posteriormente, foi encaminhada ao Hospital e Maternidade Mogi-Mater, em Mogi das Cruzes, apresentando um quadro de hemorragia aguda.
Segundo a SSP, Mariana passou por um procedimento cirúrgico na unidade hospitalar, mas morreu em decorrência das complicações.
O caso deve ser investigado pelas autoridades para esclarecer as circunstâncias da morte.
Repercussão
A morte da magistrada gerou forte repercussão entre integrantes do Judiciário, colegas de profissão e moradores das cidades onde ela atuou nos últimos anos.
Nas redes sociais, mensagens de homenagem destacaram a trajetória profissional de Mariana Ferreira e lamentaram a morte precoce da juíza, que havia ingressado recentemente na carreira da magistratura.






Deixe um comentário