Durante a abertura do G20 Social, evento paralelo à Cúpula do G20 focado em debater fome e pobreza, a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, destacou nesta quinta (14) a importância da igualdade de gênero e criticou a Argentina por se recusar a assinar a resolução do Grupo de Trabalho de Empoderamento, proposta que visa fortalecer a participação feminina.
“A voz das mulheres precisa ser ouvida, e o GT de Empoderamento saiu com uma resolução muito forte, muito potente. Infelizmente tivemos um país, que foi a Argentina, que por questões, enfim… não assinou a resolução porque tinha lá, no começo da resolução, igualdade de gênero”, apontou Janja.
Em sua fala, ela reiterou sua incompreensão diante da postura argentina: “E pra mim, eu não consigo conceber que hoje a gente possa pensar o mundo daqui pra frente sem termos igualdade de gênero, onde a nossa voz seja forte e potente.”
Evento realizado no Museu do Amanhã
O evento, realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, contou com a participação do prefeito Eduardo Paes, que enalteceu a oportunidade de diálogo social no G20 Social e no U20, evento das lideranças municipais. “Esse é um legado da presidência brasileira do G20. Os líderes globais estão reunidos e precisam ouvir o que o povo precisa, o que o povo tem a dizer. O Rio estará sempre aberto a receber todos”, afirmou Paes.
Já a ministra da Cultura, Margareth Menezes, enfatizou a importância da sociedade civil nas decisões que afetam a vida cotidiana. “O que estamos vivenciando aqui é um legado de esperança, mobilização e mudança que o Brasil quer deixar para o mundo”, disse Menezes.
O ministro Márcio Macedo, da Secretaria-Geral da Presidência, reforçou a intenção de integrar a população nesses debates globais: “Se o G20 Social der certo e já deu (…) nunca mais esses bacanas vão fazer o G20 sem a participação do povo.”
O G20 Social ocorrerá até sábado (16), reunindo representantes civis e líderes de entidades governamentais em discussões sobre desigualdade, saúde, educação, desenvolvimento sustentável e direitos humanos.
Com informações do g1
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