O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, publicou uma nova rodada de exonerações que elevou para 544 o total de servidores dispensados na Casa Civil e na Secretaria de Governo desde o início de sua gestão interina, há 26 dias. A lista mais recente, divulgada em edição extra do Diário Oficial na noite desta sexta-feira (17), inclui 93 nomes vinculados à Secretaria de Governo.
Antes disso, outras 451 exonerações já haviam sido formalizadas no mesmo escopo, concentrando o enxugamento nas áreas consideradas estratégicas dentro do Palácio Guanabara.
Entre os atingidos na nova leva, segundo levantamento da TV Globo, estão servidores que disputaram eleições para vereador em municípios do interior, não se elegeram e foram posteriormente nomeados para funções em cidades diferentes de onde residem.
O movimento faz parte de um plano de reestruturação que tem sido realizado pela gestão interina nas últimas semanas, cortando servidores considerados desnecessários para a máquina pública. Juntas, as duas secretarias somam cerca de 4 mil servidores.
A previsão é de uma redução de aproximadamente 40% desse total — o equivalente a cerca de 1,6 mil cargos comissionados. Parte das exonerações mira funcionários fantasmas — aqueles que estão na folha de pagamento, mas não exercem a atividade.
Mudanças administrativas acompanham demissões
O processo de reestruturação também inclui alterações na estrutura da Casa Civil. Três subsecretarias foram extintas no mesmo dia: Projetos Especiais, Gastronomia e Ações Comunitárias e Empreendedorismo, além das estruturas subordinadas.
Ao mesmo tempo, uma das medidas do governo interino é a recriação da Subsecretaria-Geral da Casa Civil, que deverá ser comandada pelo procurador do estado Sérgio Pimentel, que já atua como auxiliar do secretário da pasta, Flávio Willeman, nomeado na última terça-feira (14) por Ricardo Couto.
Auditoria alcança contratos de R$ 81 bilhões
Paralelamente aos cortes, o governo determinou uma auditoria ampla nos órgãos do Executivo estadual, incluindo a administração indireta e empresas estatais.
A revisão deve abranger mais de 6,7 mil contratos ativos, que somam cerca de R$ 81 bilhões. O pacote é classificado como um “choque de transparência”, com foco na revisão de despesas e na identificação de responsabilidades na execução dos contratos.
Confira a lista dos exonerados:












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