Intermediário nos EUA pagou voo de Flávio Bolsonaro, revela dono da empresa aérea

Empresário argentino Luis Grande afirmou à AFP que um intermediário do setor aeronáutico, residente nos Estados Unidos, contratou e transferiu o pagamento pelo jato que levou o senador e sua família à Flórida.

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O voo que levou Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e sua família da Argentina para os Estados Unidos foi pago por um intermediário do setor aeronáutico que mora em território americano. A informação foi confirmada pelo empresário argentino Luis Grande, proprietário da Baires Fly, companhia responsável pelo transporte, em entrevista à agência France-Presse (AFP).

Segundo Grande, o intermediário foi responsável pela contratação do serviço e pela transferência do dinheiro de uma conta de sua empresa nos Estados Unidos para um banco argentino. O empresário, entretanto, não revelou a identidade de quem organizou o pagamento.

A informação coloca no centro da operação uma terceira pessoa, que teria atuado entre o contratante do voo e a empresa aérea responsável pelo transporte do senador e de seus familiares.

Dono da empresa diz conhecer intermediário há dez anos

Em conversa telefônica com a AFP, Luis Grande afirmou que mantém contato profissional com o intermediário há aproximadamente dez anos. Segundo ele, o homem trabalha como broker, profissional que comercializa voos e serviços de aviação.

“Fui contratado por um broker que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos”, declarou o empresário argentino.

Grande afirmou que não conhece a pessoa que teria procurado o intermediário para organizar a viagem. Também disse que o próprio broker informou não conhecer anteriormente o responsável pela contratação.

O empresário não apresentou publicamente a identidade do intermediário nem esclareceu quem foi o responsável final por solicitar o transporte.

Jason Miller foi apontado por jornais americanos

A contratação do avião também foi relacionada ao assessor de Donald Trump, Jason Miller. Os jornais americanos The New York Times e The Wall Street Journal publicaram que ele teria sido responsável pela contratação da aeronave.

A Casa Branca não havia se pronunciado sobre o assunto até a publicação da reportagem da AFP.

A informação sobre o intermediário com dupla nacionalidade argentina e americana, residente na Flórida, já havia sido divulgada pelo jornal argentino Perfil, com base em fontes anônimas.

Flávio embarcou na Argentina rumo à Flórida

Flávio Bolsonaro deixou a Argentina na madrugada de quarta-feira (28), acompanhado de familiares, em um jato particular que partiu do aeroporto de Puerto Iguazú, na fronteira com o Brasil.

De acordo com autoridades argentinas, o grupo passou pelo controle migratório por via terrestre antes do embarque.

O chefe de gabinete do presidente Javier Milei afirmou que a decolagem ocorreu com a documentação regularizada e sem impedimento da Interpol.

Um documento do voo consultado pela AFP indicou que Flávio utilizou um passaporte italiano na viagem. Ainda não havia informações confirmadas sobre como o senador se deslocou de Brasília até a região da fronteira argentina.

Nos Estados Unidos, Flávio afirmou que pretende liderar a oposição brasileira após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais. Ele não reconheceu o resultado eleitoral.

Donald Trump, por sua vez, evitou responder diretamente se reconhecia a vitória de Lula e classificou o processo eleitoral brasileiro como uma “vergonha”.

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