O candidato Eduardo Paes (PSD) subiu o tom e intensificou os ataques contra Douglas Ruas (PL) na disputa pelo governo do Rio de Janeiro. Em seu programa eleitoral exibido no rádio e na televisão, Paes fez críticas à trajetória política do adversário, questionou seu patrimônio e procurou associá-lo a figuras que marcaram a política fluminense nos últimos anos.
A propaganda apresenta Ruas como alguém que teria construído sua carreira política a partir da influência familiar. O vídeo também utiliza expressões como “príncipe herdeiro”, “filho de papai” e “rapazinho” para atacar a imagem do deputado estadual diante dos eleitores.
Além das críticas pessoais, a campanha de Paes tenta aproximar Douglas Ruas do ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e do ex-governador Cláudio Castro. A estratégia busca apresentar o candidato do PL como parte de um grupo político que, na avaliação da campanha adversária, já teve influência no comando do estado.
Ataques à trajetória política
Diferentemente dos programas exibidos na primeira semana de campanha, a nova peça eleitoral não traz a participação direta de Eduardo Paes nem destaca seu número de urna. Um narrador aparece no início do vídeo prometendo apresentar aos eleitores a chamada “folha corrida” de Douglas Ruas.
As imagens do deputado são exibidas com um filtro vermelho, enquanto uma apresentadora questiona sua trajetória profissional. O programa afirma que Ruas permaneceu por três anos na Polícia Civil antes de iniciar sua carreira política ao lado do pai, Capitão Nelson, prefeito de São Gonçalo pelo PL.
A campanha de Paes também acusa pai e filho de nepotismo ao citar a nomeação de Douglas Ruas para a Secretaria de Trabalho de São Gonçalo. O episódio é utilizado para sustentar a narrativa de que a ascensão política do deputado teria ocorrido com apoio familiar.
Propaganda questiona patrimônio
Outro ponto explorado pela campanha do PSD envolve o patrimônio declarado por Douglas Ruas à Justiça Eleitoral. O programa afirma que o deputado seria proprietário de uma empreiteira com capital social de R$ 16 milhões e questiona por que esse valor não apareceria na declaração eleitoral.
Segundo a informação apresentada na propaganda, o patrimônio declarado por Ruas até esta segunda-feira era de R$ 1,4 milhão. O vídeo também menciona uma auditoria realizada pelo governo do Rio que teria apontado irregularidades na Secretaria de Cidades durante a gestão do deputado.
A campanha ainda utiliza a ligação política de Ruas com Rodrigo Bacellar como parte dos ataques. O ex-presidente da Alerj é citado no vídeo em referência a acusações de envolvimento com o tráfico, reforçando a tentativa de Paes de relacionar seu adversário a antigos grupos de poder do estado.
Paes mira imagem de policial de Ruas
A estratégia eleitoral também procura atingir uma das principais características utilizadas por Douglas Ruas para se apresentar aos eleitores: sua atuação como policial civil de carreira.
No programa, a campanha de Paes afirma que o deputado teria feito “cena” durante sua passagem pela polícia. Em outro trecho, os adversários utilizam imagens de uma propaganda de Ruas na qual ele aparece correndo.
A peça encerra a sequência de ataques com uma provocação ao candidato do PL, afirmando que ele poderia “correr”, mas não conseguiria se esconder atrás do bolsonarismo radical.
Com a intensificação da campanha, o confronto entre Paes e Ruas ganha novos contornos e passa a concentrar ataques sobre trajetória política, patrimônio, relações partidárias e vínculos com antigos grupos de poder no Rio.







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