Holandês e colombiano recapturados após fuga são isolados em Bangu 1 em celas individuais

Os dois detentos foram transferidos para a unidade de segurança máxima sob o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD)

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Os dois presos que fugiram do Presídio Joaquim Ferreira de Souza, o Bangu 8, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foram recapturados e transferidos para a Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino, conhecida como Bangu 1. Eles passaram a cumprir o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) e estão mantidos em isolamento.

A transferência foi confirmada pela Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) na noite de domingo. Gerel Lusiano Palm, conhecido como Holandês, e o colombiano Juan Estebán Avendaño Perez ocupam celas individuais e não têm contato com os demais internos.

A medida é aplicada a presos considerados de alta periculosidade ou envolvidos em faltas graves dentro do sistema penitenciário. Os dois haviam escapado no sábado à tarde e foram localizados novamente horas depois.

Fuga ocorreu em Bangu 8

Segundo informações obtidas pela TV Globo, os detentos renderam um policial penal que estava em serviço pelo Regime Adicional de Serviço (RAS). O agente teria sido imobilizado com um golpe conhecido como “mata-leão”, e os presos levaram a arma dele durante a fuga.

A saída da unidade ocorreu pelos fundos, com o uso de uma “tereza”, corda artesanal produzida com lençóis. Após a fuga, equipes das forças de segurança realizaram buscas e conseguiram recapturar os dois.

Gerel Palm tem histórico relacionado a investigações internacionais. Ele foi preso pela Polícia Federal em julho de 2021, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, para cumprir um mandado de prisão para extradição.

Holandês estava na lista da Interpol

Na época da prisão, Palm fazia parte da lista de Difusão Vermelha da Interpol e também era procurado pela agência antidrogas dos Estados Unidos, a DEA, por suspeitas de envolvimento com tráfico internacional de drogas.

Na Holanda, ele foi condenado pela Justiça de Oost-Brabant a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio e porte ilegal de arma. O holandês também respondia a outro processo relacionado a um homicídio ocorrido em 2015.

Desde que foi preso no Brasil, Palm aguardava a conclusão do processo de extradição. Em 2024, voltou a ser alvo de uma investigação da Polícia Federal durante a Operação Anomalia.

A investigação apura uma suposta articulação do Comando Vermelho para impedir a entrega de Palm às autoridades holandesas. O inquérito envolve suspeitas de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

Colombiano tem condenação de 40 anos

Juan Estebán Avendaño Perez foi condenado pela Justiça da Colômbia a 40 anos de prisão pelo assassinato do policial Juan Camilo, cometido em 2010. Segundo as investigações colombianas, o crime teria sido planejado para evitar o pagamento de uma dívida de aproximadamente 10 milhões de pesos ao agente.

Depois de fugir para o Chile, Perez passou a viver no Rio de Janeiro em 2016. Investigações das polícias Civil e Federal apontam que ele integrava o Cartel de Medellín e fazia a ligação entre traficantes colombianos e brasileiros no comércio internacional de drogas.

O colombiano foi localizado durante uma investigação da 11ª DP (Rocinha). Após uma consulta à Interpol, ele acabou preso na comunidade da Muzema, na Zona Oeste do Rio, em uma ação conjunta das polícias Civil e Federal com a Interpol, a partir de um mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal.

Com a recaptura, os dois detentos permanecem em Bangu 1, em celas individuais e sob o Regime Disciplinar Diferenciado.

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