PF apreende quatro fuzis em Niterói em ação contra fraudes em registros de CAC

Apreesões ocorreram no âmbito da Operação Polaridade, que investiga fraudes em processos de aquisição e registro de armas destinadas a Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs)

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A Polícia Federal apreendeu quatro fuzis, nesta segunda-feira (28), em Niterói, Região Metropolitana do Rio, durante uma nova fase da Operação Polaridade. Segundo a corporação, as armas estavam em uma transportadora que, conforme a investigação, agia a favor de uma quadrilha investigada por fraudar processos administrativos para comprar armas de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) no sistema Sinarm-CAC.

Com a nova apreensão, a PF contabiliza nove fuzis, cinco pistolas e dezenas de carregadores localizados desde o início das ações.

A primeira fase da Polaridade ocorreu em 4 de setembro, com o cumprimento de 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em municípios do Rio de Janeiro e em Vila Velha, no Espírito Santo. As investigações começaram após a PF identificar inconsistências em processos analisados na Delegacia de Polícia Federal em Niterói.

Nesta segunda-feira, os quatro fuzis foram encontrados em uma transportadora apontada pela investigação como integrante da estrutura que atuava em favor do grupo. Segundo a PF, as diligências continuam para esclarecer as circunstâncias da aquisição das armas e identificar outros possíveis envolvidos.

Operação com oito presos

A operação desta segunda ocorreu no mesmo dia em que a Polícia Civil realizou a Operação Mercador, que também investiga um esquema de falsificação de documentos e fraude na obtenção de registros de CAC. A ação, realizada em conjunto com a Polícia Civil da Bahia, prendeu oito pessoas em quatro estados.

Dos oito presos, quatro foram detidos na Bahia — três em Salvador e um em Lauro de Freitas. Outros dois foram encontrados no Rio de Janeiro e dois no Ceará, nas cidades de Fortaleza e Icapuí.

Segundo a investigação, houve registro de movimentações atípicas em empresas de fachada que passam de R$ 100 milhões. O grupo usava documentos falsificados e fraudava laudos psicológicos, comprovantes de residência e vínculos empregatícios para conseguir registros legais CAC.

Após a compra das armas no mercado formal, incluindo pistolas, carabinas e fuzis de calibres restritos, os bandidos as desviavam para facções nos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul.

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