O Hemorio, Instituto Estadual de Hematologia do Rio de Janeiro, ampliou a capacidade de atendimento da emergência para adultos, passando de sete para 13 leitos de internação. A nova estrutura da unidade da Secretaria de Estado de Saúde tem como objetivo agilizar a assistência, especialmente a pacientes com anemia falciforme em crises de dor. Com a expansão, a expectativa é realizar cerca de mil atendimentos por mês.
O serviço atende pessoas com diferentes doenças hematológicas, como anemia falciforme, leucemia, linfoma e hemofilia. Atualmente, aproximadamente quatro mil pacientes, entre adultos e crianças, com anemia falciforme recebem assistência no Hemorio. O acesso à unidade ocorre por meio do Sistema Estadual de Regulação (SER), conforme critérios clínicos e assistenciais.
Nova estrutura reforça atendimento de emergência
Os novos leitos contam com camas elétricas, monitores cardíacos e desfibriladores. A estrutura inclui três consultórios médicos, uma Sala Vermelha para casos graves, uma Sala Amarela para pacientes com risco intermediário e um posto de enfermagem para coordenar a assistência.
O espaço também oferece poltronas para acompanhantes, chuveiros, televisão, farmácia e sala de infusão de medicamentos. A estrutura foi planejada para proporcionar mais conforto durante a internação e acelerar o início do tratamento, principalmente para quem chega à unidade com dores intensas.
Segundo o diretor-geral do Hemorio, Luiz Amorim, a ampliação permite oferecer atendimento mais rápido, com acolhimento humanizado e infraestrutura adequada. A nova sala de medicação também contribui para agilizar a assistência aos pacientes que chegam à emergência com dor.
Para reforçar o serviço, a Fundação Saúde contratou 133 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e farmacêuticos. De acordo com o diretor-executivo da instituição, Carlos Eduardo Coelho, o pronto atendimento recebe, em média, mais de 70 pacientes por dia.
Rio tem segunda maior incidência de anemia falciforme
A doença falciforme é uma condição genética que altera a hemoglobina, proteína presente nos glóbulos vermelhos. A alteração deforma essas células, dificulta a circulação sanguínea e pode provocar anemia crônica, crises intensas de dor e maior suscetibilidade a infecções.
A condição tem maior prevalência entre pessoas de ancestralidade negra. Dados do Ministério da Saúde citados pelo Hemorio apontam que o Estado do Rio tem a segunda maior incidência da doença no país: um caso a cada 1,2 mil nascidos vivos. A Bahia lidera, com um caso a cada 650 nascimentos.
O secretário estadual de Saúde, Ronaldo Damião, destacou que o Hemorio responde por 75% das internações hematológicas do estado. A instituição também desempenha papel estratégico na coleta e distribuição de sangue, fornecendo hemocomponentes, como hemácias, plaquetas e plasma, para unidades de urgência e emergência da rede estadual.
Emergência pediátrica também passará por reforma
Além da ampliação do atendimento adulto, o Hemorio prepara a reforma da emergência pediátrica, atualmente em funcionamento no quinto andar do prédio. Após as obras, o serviço será transferido para o primeiro andar e atenderá crianças e adolescentes de seis meses a 16 anos, com assistência integral e especializada.
Referência estadual em hematologia e hemoterapia, o instituto mantém hospital com 90 leitos, centro de pesquisa, residência médica e laboratório de referência. A unidade também concentra um grande número de pacientes com hemofilia e anemia falciforme e é responsável pelo abastecimento de componentes sanguíneos para hospitais do estado.







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