A marca de sorvetes Häagen-Dazs deixará de ser distribuída no Brasil após quase três décadas de presença no país. A informação foi confirmada pela General Mills Brasil, responsável pela marca, que atribuiu a decisão a um plano de reformulação de seu portfólio.
Em nota, a empresa afirmou que a saída faz parte da estratégia anunciada em março de 2026. A Häagen-Dazs chegou ao mercado brasileiro em 1997 e se consolidou no segmento de sorvetes premium, com produtos como potes, copinhos e picolés.
General Mills reformula negócios no Brasil
A decisão ocorre durante uma ampla reorganização das operações da General Mills. Em março, a companhia anunciou um acordo definitivo para vender sua operação brasileira ao grupo 3corações por R$ 800 milhões. A transação ainda depende da aprovação de órgãos reguladores e tem conclusão prevista para o fim de 2026.
O negócio inclui marcas conhecidas no mercado nacional, como Yoki, de produtos como farofa, pipoca de micro-ondas e batata palha, e Kitano, especializada em temperos. Segundo a General Mills, a reorganização busca concentrar investimentos em categorias consideradas prioritárias.
Entre os segmentos definidos como estratégicos estão sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. A companhia afirmou que a mudança deve contribuir para melhorar as margens de lucro e direcionar recursos para negócios considerados mais relevantes para sua estratégia.
Empresa tem presença global
Fundada nos Estados Unidos em 1856, a General Mills está entre as maiores empresas do setor de alimentos no mundo. O portfólio internacional inclui marcas como Cheerios, Nature Valley, Häagen-Dazs e Betty Crocker.
Em 2025, a companhia registrou aproximadamente US$ 19 bilhões em receita, além de cerca de US$ 1 bilhão em ganhos provenientes de participações em outros negócios. No Brasil, a empresa emprega aproximadamente 3.500 pessoas.
A General Mills mantém duas fábricas no país, localizadas em Pouso Alegre (MG) e Campo Novo do Parecis (MT), além de seis centros de distribuição. De acordo com comunicado divulgado pela companhia em março, as operações brasileiras contribuíram com cerca de US$ 350 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 1,8 bilhão, para as vendas líquidas no ano fiscal de 2025.







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