Guia que acompanhava Juliana Marins é ouvido pela polícia na Indonésia

A polícia busca entender se houve negligência ou outro elemento criminoso na morte da jovem

O guia que estava com Juliana Marins, brasileira que morreu depois de cair em um penhasco na trilha do Monte Rinjani, na Indonésia, foi ouvido pela polícia de Lombok Oriental, segundo informou a agência local Tribrata Aktual e Faktual.

A polícia busca entender se houve negligência ou outro elemento criminoso nas circunstâncias da morte da jovem.

Também prestaram depoimento o carregador que levava as bagagens do grupo pela trilha, um policial florestal e representantes da agência de turismo responsável pelo passeio. Outras testemunhas também estão sendo procuradas para esclarecer a cronologia do acidente.

A Embaixada do Brasil na Indonésia acompanha o caso de perto. A Justiça Federal brasileira marcou para esta terça-feira (1º) uma audiência que vai definir os procedimentos para a nova autópsia, após a chegada do corpo ao país.

A Defensoria Pública da União (DPU) solicitou que a Polícia Federal investigue possível omissão de socorro por parte das autoridades indonésias. Se confirmada, a hipótese pode levar o caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), em Washington.

Relembre o caso

Juliana é natural de Niterói, no Rio de Janeiro, e estava em um mochilão pela Ásia quando o acidente aconteceu. Ela fazia uma trilha no vulcão Rinjani, um dos pontos turísticos mais populares da Indonésia, quando caiu em um precipício, na madrugada de sábado (21), no horário local — ainda sexta-feira (20) no Brasil.

O guia que acompanhava Juliana disse que ela não foi abandonada e que somente tinha parado para descansar. Ele garante que estava há 3 minutos do local onde ela descansava e chamou a equipe de resgate assim que ouviu os gritos de socorro.

Em entrevista ao Fantástico, Manoel Marins, pai da vítima, criticou duramente a atuação do guia e contou que a filha foi deixada sozinha em um ponto da montanha enquanto ele se afastou para fumar.

“Juliana falou para o guia que estava cansada e o guia falou: ‘senta aqui, fica sentada’. E o guia nos disse que ele se afastou por 5 a 10 minutos para fumar. Para fumar! Quando voltou, não avistou mais Juliana. Isso foi por volta de 4h. Ele só a avistou novamente às 6h08, quando gravou o vídeo e o enviou ao chefe dele”, detalhou o pai.

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