A Secretaria de Fazenda do estado do Rio vai analisar o enorme volume de evidências de práticas criminosas cometidas pelas empresas do grupo Canabrava, reunido nas ações propostas pelo Ministério Público visando à paralisação das atividades da usina, além do ressarcimento aos cofres públicos do milionário montante de recursos sonegados.
A análise, de acordo com fonte da Fazenda estadual, deve levar ao cancelamento do benefício fiscal, que permite a empresa recolher ICMs com alíquota de apenas 3%. De acordo com o MP, a Canabrava infla artificialmente sua diminuta produção real de etanol com volumes extraordinários trazidos clandestinamente de outros estados, ludibriando o fisco.
Uma fonte da Secretaria de Fazenda revela que o débito da empresa chega a R$ 500 milhões, que devem ser acrescidos de cerca de R$ 240 milhões já inscritos na dívida ativa em 122 autos de infrações. Se forem consideradas outras operações ainda sob investigação, o montante deve chegar a fantástica cifra de cerca de R$ 1 bilhão.
A inteligência da Fazenda estadual pretende cruzar os dados apresentados na ação do Ministério Público com as operações registradas oficialmente pela empresa. Com o cotejo de informações, os técnicos pretendem dimensionar o tamanho da fraude praticada pelas empresas do grupo.
O trabalho para tentar recuperar os valores sonegados pelo grupo Canabrava será um dos primeiros desafios da CIRA – Comissão Interinstitucional para Recuperação de Ativos – integrada por representantes da Secretaria de Fazenda, do Ministério Público, da Polícia Civil e da PGE.






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