O governo federal decidiu nesta quarta-feira (1) adiar a assembleia de acionistas que elegerá o conselho de administração da Petrobrás.
O anúncio ocorre depois de parlamentares do Centrão e o ministro das Minas e Energia mudarem a lista de indicados ao colegiado, substituindo nomes da preferência do governo, que é o acionista majoritário da estatal, por pessoas ligadas exclusivamente ao mercado financeiro.
O objetivo principal seria barrar mudanças na atual política de preços dos combustíveis da Petrobrás.
Este grupo conseguiu colocar na lista do ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD) seus aliados: Pietro Adamo Sampaio Mendes, que foi indicado a presidente do Conselho de Administração, mais Carlos Eduardo Turchetto Santos, Vitor Eduardo de Almeida Saback e Eugênio Tiago Chagas Cordeiro.
Indicado do ministro Alexandre Silveira, o atual secretário de Petróleo e Gás do MME, Pietro Mendes, foi secretário do ministério no governo Jair Bolsonaro, quando a pasta era comandada pelo almirante Bento Albuquerque.
O presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates, sofreu, portanto, uma derrota ao ver vetados nomes como do presidente da Fiesp, Josué Gomes, do economista Eduardo Moreira e do engenheiro Wagner Victer.
A insatisfação com os indicados foi verbalizada energicamente pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), por serem “nomes ligados ao bolsonarismo, ao mercado financeiro e a favor de privatizações”, afirma o coordenador-geral da entidade, Deyvid Bacelar.






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