A Petrobras reúne hoje seus acionistas no primeiro encontro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Assembleia Geral Ordinária (AGO), que começa nesta quinta-feira às 13h no formato virtual, é considerada estratégica pois vai eleger os novos integrantes do Conselho de Administração da estatal, que até agora segue composto em sua maioria por indicados no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Como acionista majoritário da Petrobras, o governo tem maior peso nas decisões da assembleia. A lista dos indicados pela União foi motivo de polêmica nas últimas semanas, inclusive opondo o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A lista passou por diversas mudanças, com nomes vetados pelo Comitê de Pessoas (Cope) da estatal.
Com a eleição do novo colegiado, completa-se a renovação da cúpula da Petrobras pelo governo Lula. O Conselho de Administração tem poder para tomar decisões estratégicas e aprovar investimentos propostos pela diretoria da estatal, além de dar aval a temas sensíveis, como a adoção de um nova política de preços de combustíveis e a suspensão definitiva da venda de ativos.
Atualmente, a União tem seis representantes das 11 cadeiras. No entanto, na assembleia de hoje, só oito estão em disputa. A União, que tem a maioria das ações na empresa, indicou onze nomes, dos quais três suplentes. Já os minoritários podem emplacar dois nomes, como vem ocorrendo na últimas assembleias por conta do sistema de voto múltiplo (que permite concentrar votos nos candidatos que indicaram).





