Um funcionário da TIM, identificado como Wilian Aliano, foi preso nesta quarta-feira (4), em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, suspeito de transferir números telefônicos para outros chips e fornecer informações a uma quadrilha investigada no Rio Grande do Sul. De acordo com a polícia, aproximadamente 120 linhas foram comprometidas.
O esquema funcionava por meio do chamado SIM swap. Nesse tipo de fraude, o número da vítima é transferido para um chip controlado pelos criminosos. Com a linha em mãos, eles passam a receber mensagens de autenticação enviadas por SMS, o que pode permitir o acesso a contas vinculadas ao telefone e a redefinição de senhas.
As informações obtidas por meio do funcionário da operadora eram repassadas a integrantes da quadrilha, segundo os investigadores. Os policiais também identificaram a participação de pessoas de outros estados.
A apuração teve início em dezembro do ano passado, após a identificação de uma invasão à conta corporativa de um funcionário de um banco público de fomento no Rio Grande do Sul.
Irmã também é presa
A prisão de Wilian ocorreu durante a Operação Chave Mestra, coordenada pela Polícia Civil gaúcha. A irmã dele, Yasmin Aliano, também foi presa no Rio. Os dois foram encaminhados à sede da Polícia Civil, no Centro. Outras cinco pessoas também estão detidas. As diligências aconteceram ainda em Goiás, Paraná e no Distrito Federal.
Wilian e Yasmin devem responder, segundo a polícia, por invasão de dispositivo informático, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
Procurada, a TIM afirmou que repudia práticas ilícitas e que adota padrões rigorosos de ética, integridade e segurança em suas operações. A empresa também informou que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.







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