O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, reuniu apoiadores em um grande comício em Porto Alegre nesta quarta-feira (14) e prometeu tirar o Brasil do que classificou como a “lama” deixada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao lado de quatro governadores, o senador intensificou as críticas ao petista e pediu mobilização para a reta final da disputa pelo Palácio do Planalto.
O ato ocorreu no Largo Glênio Peres, no Centro Histórico da capital gaúcha, onde apoiadores vestidos de verde e amarelo manifestaram apoio à candidatura do PL. Durante o discurso, Flávio carregou uma bandeira do Rio Grande do Sul recuperada dos escombros, em referência às enchentes que atingiram o estado.
“Eu junto com vocês vou resgatar o Brasil da lama que o Lula enfiou o nosso país. Eu não vou medir esforços pra daqui a 11 dias a gente comemorar o fim da era Lula no Brasil”, afirmou.
O evento reuniu lideranças políticas da direita, entre elas os governadores recém-eleitos Luciano Zucco (PL), do Rio Grande do Sul, e Sérgio Moro (PL), do Paraná, além dos reeleitos Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina. Deputados e senadores também participaram da mobilização.
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro recebeu 55,64% dos votos válidos no Rio Grande do Sul, contra 35,73% do presidente Lula, com uma vantagem superior a 1 milhão de votos.
Durante o discurso, o candidato do PL atribuiu ao governo petista uma série de problemas sociais e econômicos. Ele mencionou índices de violência contra mulheres, impostos elevados, endividamento, fechamento de estabelecimentos comerciais, recuperação judicial de empresas, falta de esperança e corrupção.
“Nós não estamos mais divididos entre esquerda e direita, estamos todos unidos em um só lado: o lado da mudança! E o Brasil vai mudar daqui a 11 dias pra muito melhor”, declarou.
Flávio também destacou o desempenho do Partido Liberal nas eleições para o Congresso Nacional, afirmando que a legenda elegeu 121 deputados federais e 19 senadores. Segundo ele, a composição parlamentar poderá contribuir para a implementação de seu programa de governo.
O presidenciável ainda afirmou que pretende governar para todos os brasileiros, inclusive eleitores do PT. “Até para os petistas. Porque eles verão que com o Bolsonaro a democracia está garantida”, disse.
Flávio Bolsonaro defende redução da maioridade penal
A segurança pública foi outro tema central do comício. Ao comentar a discussão da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Senado, Flávio afirmou que parlamentares de direita modificaram o texto encaminhado pelo governo Lula e incluíram uma emenda para reduzir a maioridade penal para 16 anos.
“O Lula mandou a PEC da Segurança Pública para combater à polícia. A gente mudou a redação dela para proteger os cidadãos ordeiros. E a emenda para redução da maioridade penal para 16 anos. Se você estivesse votando no Congresso, ia votar sim ou não para a emenda?”, perguntou aos apoiadores.
Após receber respostas favoráveis do público, o candidato criticou a posição que atribui ao PT sobre o tema e afirmou que pretende endurecer o combate à criminalidade.
“Como é que vocês acham que a bancada do PT vai votar? Quem é que protege bandido? Não é o PT? Eu vou proteger o Brasil desses caras”, declarou.
Luciano Zucco acusa Lula de divulgar informações falsas
O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco, participou de um momento em que os apoiadores cantaram o hino Rio-Grandense. Ele rebateu o que classificou como notícias falsas divulgadas por Lula contra Flávio Bolsonaro.
A cada crítica apresentada pelos participantes, o público respondia com gritos de “Lula mentiroso”. Zucco afirmou que o governo petista estaria demonstrando desespero e pediu que os apoiadores compartilhassem nas redes sociais vídeos para contestar as declarações do presidente.
“Eles estão desesperados. Eles estão mentindo”, disse o governador eleito, que também convocou a militância para a reta final da campanha.
“No dia 25, vamos mandar o Lula embora”, afirmou.
Sérgio Moro critica governos do PT
Recém-eleito governador do Paraná, o senador Sérgio Moro também fez críticas à gestão petista e mencionou a Operação Lava Jato. Segundo ele, o encerramento da operação teria favorecido a impunidade.
“Quando acabaram com a Lava Jato não foi por acaso. Eles queriam a impunidade e a roubalheira de volta. O povo quer mudança e é, por isso, que o povo escolheu essa mudança na pessoa do Flávio Bolsonaro, que tem a melhor proposta, que tem a intenção real de mudar o país”, declarou.
Moro defendeu a candidatura de Flávio e afirmou que o eleitorado busca uma mudança na condução do governo federal.
Tarcísio cita segurança pública e infraestrutura
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou projetos de infraestrutura que, segundo ele, avançaram no Rio Grande do Sul durante sua passagem pelo Ministério da Infraestrutura, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele também criticou o que classificou como abandono de iniciativas nos anos seguintes.
Ao abordar a segurança pública, Tarcísio afirmou que o país precisa de um presidente que trate o problema com seriedade.
“A gente não quer mais ver as pessoas andando com medo nas ruas. A gente precisa de um presidente que leve a sério a segurança pública. Que não ache normal roubar um celular pra tomar uma cervejinha”, disse.
O governador paulista também defendeu valores cristãos, a proteção da vida desde a concepção, a família e a livre iniciativa, apresentando Flávio Bolsonaro como o candidato que representa essas pautas.
“Esse presidente está aqui, está com a gente, é Flávio Bolsonaro”, afirmou.
Jorginho Mello critica promessas de Lula após enchentes no RS
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, também criticou a atuação do governo federal após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul. Ele afirmou que Lula não teria cumprido as promessas de recuperação feitas ao estado e questionou a criação de uma estrutura extraordinária para enfrentar os efeitos da tragédia.
“Um presidente que vai desocupar a cadeira, que esteve aqui mentindo que iria recuperar o Grande do Sul, depois das enchentes. Criou ministério extraordinário para resolver os problemas. Só fez promessas para resolver os problemas e deixou tudo como estava”, declarou.
Jorginho também criticou manifestações de Lula sobre o agronegócio da região Sul e reforçou o apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro.
O comício em Porto Alegre marcou mais uma mobilização da campanha do PL no Sul do país, com discursos concentrados em críticas ao governo federal, propostas para a segurança pública e promessas de mudança na condução do país.







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