A influência das tias baianas na formação da cultura carioca vai muito além do samba. Entre os dias 9 e 31 de maio, o Festival das Matriarcas propõe revisitar outro legado histórico da Pequena África do Rio: a forma como mulheres negras ajudaram a transformar pratos da imigração italiana, como macarronada, nhoque e lasanha, em símbolos da culinária popular da cidade.
O festival vai reunir cinco bares do Centro e da região portuária — Casa Porto, Bafo da Prainha, Dois de Fevereiro, Capiau Botequim e Choperia Cotovelo — com receitas criadas especialmente para o evento. A proposta é homenagear figuras como Tia Ciata, Tia Bebiana, Tia Mônica e outras matriarcas que fizeram das massas presença constante nas rodas de samba, encontros familiares e celebrações religiosas do Rio do início do século XX.
“Existe uma tradição muito forte das grandes macarronadas ligadas às matriarcas do samba carioca. A comida italiana ganhou um sotaque afro-carioca e virou parte da identidade popular do Rio”, diz Raphael Vidal, idealizador do festival.
Entre os pratos criados para esta edição estão o Talharim com Porpetas de Pernil, da Casa Porto; o Macarrão Parafuso com Rabada Defumada, do Bafo da Prainha; o Nhoque de Banana-da-Terra com Carne Seca e Curry Afro-Brasileiro, do Dois de Fevereiro; a Lasanha na Lenha com Carne de Lata, do Capiau Botequim; e o Macarrão Gravata com Costela na Cerveja, da Choperia Cotovelo.






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