Indícios de que o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, teria atuado para dificultar a coleta de provas, interferir em rastros digitais e reorganizar seu patrimônio após se tornar alvo de investigação levaram à sua prisão, nesta terça-feira (3). A medida foi cumprida pela Polícia Federal (PF) com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Deivis é investigado no inquérito que apura suspeitas sobre R$ 1 bilhão em aplicações do fundo de aposentadoria dos servidores do Estado do Rio de Janeiro no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central no fim de 2025.
O ex-dirigente foi localizado e preso na Via Dutra, no Sul Fluminense, enquanto seguia para o Rio de Janeiro em um veículo alugado. Ele havia acabado de desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), após uma viagem aos Estados Unidos.
Movimentação atípica
Segundo os investigadores, o fato de Deivis ter optado por um deslocamento terrestre, em vez de um voo de conexão até o Rio, foi considerado atípico e passou a integrar a linha de apuração da PF.
A investigação ganhou força após a primeira fase da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede do Rioprevidência e em endereços ligados à antiga cúpula do órgão.
Durante a análise do material apreendido, a Polícia Federal identificou indícios de remoção de documentos físicos de um imóvel associado ao ex-presidente, alterações em dados armazenados em celulares e computadores, transferência de veículos de alto valor para terceiros e apagamento de registros de câmeras de segurança em um dos prédios vinculados ao investigado.
Esses elementos, segundo a PF, sustentaram a representação pela prisão, sob o argumento de risco à instrução do processo e à preservação das provas.






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