A Polícia Federal investiga destruição de imagens do circuito interno de câmeras de um prédio em Botafogo, Zona Sul do Rio, onde mora o advogado Deivis Marcon Antunes, ex-presidente do Rioprevidência.
Antunes, que havia renunciado ao cargo há duas semanas após ser alvo de investigações sobre suspeitas de gestão fraudulenta envolvendo corrupção no fundo previdenciário e investimentos no Banco Master, foi preso nesta terça-feira (3) na Região Serrana do Rio ao alugar um carro para seguir para o Rio de Janeiro após desembarcar dos EUA no aeroporto de Guarulhos (SP).
A PF investiga se há envolvimento de um grupo liderado pelo advogado na destruição das imagens do prédio onde ele morava. A PF também prendeu os irmãos gêmeos Rafael e Rodrigo Schmitz, amigos de Antunes e detidos em Santa Catarina nesta terça-feira (3) por suspeita de eliminar provas. A defesa de Antunes e dor irmãos Schmitz não foi localizada. O espaço segue aberto para manifestações.
Como foi a análise das câmeras do prédio
Quando iniciou a análise das câmeras com 30 dias de imagens, a investigação descobriu que só foram captados vídeos em frente ao prédio em apenas dois dias de dezembro. O sistema possuía três senhas de administrador que permitia que as imagens fossem apagadas. Antunes tinha acesso ao dispositivo para apagar as imagens, algo que poderia ser feito de forma remota, indicam as investigações.
A apuração foi um dos motivos que levou a 6ª Vara Federal Criminal a determinar a prisão temporária do ex-presidente do Rioprevidência. O advogado passou por audiência de custódia na tarde desta quarta-feira (4) e teve a prisão mantida pela Justiça.
Investigadores também apuram a retirada de itens de casa para um local desconhecido, e veem nas ações uma tentativa de dificultar acesso às provas.
Aplicações de R$ 1 bi
O ex-presidente do Rioprevidência é investigado no inquérito que apura suspeitas sobre R$ 1 bilhão em aplicações do fundo de aposentadoria dos servidores do Estado do Rio de Janeiro no Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central no fim de 2025.






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