André do Prado admite mudança em chapa caso condenação de Eduardo Bolsonaro seja mantida

Aliado do PL diz esperar reversão da decisão e mantém expectativa de contar com Eduardo na chapa

A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) começou a produzir reflexos no cenário eleitoral de 2026. O deputado estadual André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado por São Paulo, afirmou nesta terça-feira (16) que uma eventual substituição na primeira suplência de sua chapa dependerá de uma decisão do próprio Eduardo.

A declaração foi dada após a Primeira Turma do STF condenar, por unanimidade, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo. Segundo a acusação acolhida pelos ministros, Eduardo teria atuado junto a autoridades dos Estados Unidos para pressionar integrantes do Judiciário brasileiro e interferir em processos relacionados à tentativa de golpe de Estado.

Incerteza sobre a suplência

André do Prado afirmou que ainda não conversou com Eduardo Bolsonaro após a condenação, mas pretende procurar o ex-deputado para discutir os próximos passos jurídicos e políticos.

Segundo o parlamentar, caberá ao próprio Eduardo decidir se permanecerá ou não na condição de primeiro suplente da chapa ao Senado caso os efeitos da condenação inviabilizem sua participação.

A manifestação ocorre em meio às consequências eleitorais da sentença, que determinou a inelegibilidade do ex-deputado por oito anos.

Defesa de Eduardo

Durante a entrevista, André do Prado classificou a condenação como injusta e defendeu que Eduardo Bolsonaro exerceu direitos ligados à liberdade de expressão e à atividade parlamentar.

O pré-candidato ao Senado também afirmou esperar que recursos apresentados pela defesa possam reverter a situação jurídica do ex-deputado e permitir sua permanência na composição da chapa.

A defesa de Eduardo Bolsonaro sustenta que não houve irregularidade em sua atuação política no exterior e nega a prática dos crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República.

Pena e consequências

A Primeira Turma do STF condenou Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, além de multa equivalente a 100 salários mínimos.

A decisão também determinou a perda do cargo de escrivão da Polícia Federal e a inelegibilidade por oito anos, uma das consequências que mais impactam seus planos políticos futuros.

Apesar da condenação, ainda cabem recursos dentro do próprio Supremo Tribunal Federal.

Reflexos para 2026

A situação cria um novo elemento de incerteza para as articulações eleitorais do PL em São Paulo. Eduardo Bolsonaro é um dos nomes mais conhecidos do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e sua participação em chapas majoritárias vinha sendo tratada como um ativo eleitoral importante para o partido.

Com a condenação e os efeitos decorrentes da decisão, lideranças da legenda acompanham os desdobramentos jurídicos do caso para avaliar os impactos sobre as estratégias eleitorais para as eleições de 2026.

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