O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou nas redes sociais o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), como candidato ao Senado por São Paulo. A composição da chapa já havia sido antecipada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nesta terça-feira (5).
No vídeo, Eduardo aparece ao lado de Prado e do ex-prefeito de Holambra, Fernando Godoy, que será o segundo suplente. O próprio Eduardo afirmou que ocupará a primeira suplência, mesmo estando fora do país.
Aliança política e estratégia eleitoral
Durante o anúncio, Eduardo Bolsonaro destacou que a escolha de Prado faz parte de um projeto político mais amplo. Segundo ele, o deputado estadual “se encaixa perfeitamente” nas pautas defendidas pelo grupo, classificadas como “inegociáveis”.
O ex-deputado também mencionou sua atual condição no exterior, onde afirma estar em “autoexílio”. Ele declarou que gostaria de estar no Brasil, mas reforçou que seguirá atuando politicamente mesmo à distância, participando da articulação da chapa.
Contexto jurídico e desafios
A movimentação ocorre em meio a questionamentos jurídicos que podem impactar a candidatura. Eduardo Bolsonaro é alvo de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de coação no curso de processo relacionado à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que ele tentou pressionar ministros da Corte. Caso haja condenação antes do pleito, o ex-deputado pode ter o registro de candidatura barrado com base na Lei da Ficha Limpa.
Apoio partidário e pautas defendidas
No vídeo, André do Prado reconheceu que a chapa pode enfrentar uma “batalha jurídica” para ser mantida nos termos anunciados. Ele também destacou o apoio do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que participou das articulações políticas.
Prado ainda reafirmou compromisso com pautas defendidas pelo grupo político, incluindo a proposta de anistia aos envolvidos nos atos de ataques de 8 de janeiro de 2023. Segundo ele, todas essas bandeiras serão levadas ao Senado, caso eleito.






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