Preso desde maio de 2024 sob acusação de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, ocorrido em 2018, o ex-PM Robson Calixto solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. Segundo informa Paulo Cappelli, colunista do portal Metrópoles, o pedido tem como base a alegação de uma possível doença grave.
De acordo com a defesa, há indícios de que Calixto possa estar com câncer de próstata. No requerimento apresentado ao STF, os advogados argumentaram que a medida seria necessária para garantir a realização de exames e eventual tratamento.
Em despacho, o ministro Alexandre de Moraes determinou que o acusado seja submetido a avaliação por uma junta médica na Unidade Prisional da Polícia Militar do Rio de Janeiro, onde ele permanece detido.
“A defesa de Robson Calixto Fonseca alega ‘a existência de alta probabilidade de o réu estar com câncer de próstata’, ressaltando que a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar seria a medida humanitária mais adequada para que o réu pudesse realizar a biópsia e seguir o tratamento necessário e adequado para seu estado de saúde”, destacou Moraes, em seu despacho.
Pedido para realização de biópsia
Além da prisão domiciliar, a defesa solicitou autorização para que, caso o benefício seja concedido, Calixto possa sair de sua residência para realizar biópsia em unidade de saúde da rede privada.
“Caso vossa excelência entenda por não conceder a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar humanitária, [a defesa] requer a autorização, em caráter excepcional, para o réu sair da unidade prisional para realizar a biópsia na rede particular de saúde, por ser mais rápida a realização do exame e a divulgação do resultado”, acrescentou a defesa de Calixto.
A decisão de Moraes de submeter o réu a uma junta médica busca esclarecer o quadro clínico antes de qualquer deliberação sobre a mudança do regime de custódia.
Acusação no caso Marielle
Robson Calixto é apontado nas investigações como intermediário entre Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, acusados de serem os mandantes do assassinato de Marielle Franco, e os executores do crime.
Conhecido como “Peixe”, Calixto foi assessor de Domingos Brazão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e no Tribunal de Contas do Estado. Segundo as investigações, ele também administrava negócios imobiliários ligados aos irmãos Brazão e teria vínculos com a milícia supostamente associada ao grupo.
O processo segue em tramitação no Supremo Tribunal Federal, que conduz as ações penais relacionadas ao caso.






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