O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, apresentou nesta quarta-feira (7) um plano de três etapas para a Venezuela, após a operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no último sábado. A estratégia americana, segundo Rubio, tem como objetivos principais evitar o caos no país, fomentar sua recuperação econômica e abrir caminho para uma transição política estruturada.
Rubio enfatizou que a primeira fase do plano é a estabilização, com medidas voltadas para manter a ordem interna e evitar um colapso social e econômico após a detenção de Maduro.
Primeira etapa: foco na estabilidade
Segundo o secretário, a estabilização envolve ações para impedir que a situação venezuelana se transforme em um cenário de caos absoluto, incluindo a manutenção de uma quarentena sobre o petróleo e a retomada do controle de ativos estratégicos. Rubio ressaltou que os recursos energéticos bloqueados poderão ser vendidos no mercado internacional por valores de mercado.
A medida de “quarentena” sobre a Venezuela já vinha sendo implementada pelos EUA e foi descrita por Rubio como um instrumento de alavancagem política e econômica, reforçando a influência norte-americana sobre a economia do país.
Recuperação econômica e acesso de empresas americanas
A segunda fase, explicou Rubio, será a de recuperação, que incluirá a garantia de acesso justo de empresas americanas, ocidentais e de outros países ao mercado venezuelano. A ideia é atrair investimentos e reconstruir setores degradados da economia nacional.
Paralelamente, Rubio destacou que essa etapa também deve promover a reconciliação nacional, com a libertação de opositores políticos presos, concessão de anistias e o início da reconstrução da sociedade civil venezuelana.
Transição política como objetivo final
Por fim, a terceira etapa será a transição política no país, que segundo o secretário, deve permitir um caminho claro para a formação de um novo equilíbrio de poder e possivelmente preparar o terreno para futuras eleições democráticas.
Rubio afirmou que os venezuelanos estão cooperando após a apreensão de um petroleiro no Caribe pelas forças americanas, e que outro foi capturado no Atlântico, como parte das medidas que reforçam a estratégia de pressionar por mudanças estruturais no país.
Segundo ele, Caracas solicitou que o petróleo apreendido seja incluído nas negociações com os EUA, com o objetivo de que Washington controle a venda do petróleo venezuelano como parte do acordo.
A apresentação do plano aconteceu em meio a um contexto internacional de forte tensão, com críticas de países como Rússia e denúncias de violação de leis marítimas após a apreensão de embarcações ligadas à Venezuela.






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