Estudantes da Universidade de Columbia ocupam prédio histórico e são ameaçados de expulsão pela reitoria (Veja vídeo)

Estudantes abriram faixa com os dizeres “Hind’s Hall”, renomeando simbolicamente o prédio em homenagem a uma criança palestina morta durante ofensiva de Israel contra o Hamas

A Universidade Columbia, em Nova York, ameaçou nesta terça-feira (30) expulsar os estudantes pró-palestinos que ocuparam um dos prédios acadêmicos históricos desde a madrugada. O porta-voz da instituição, Ben Chang, declarou que a restauração da ordem e da segurança é a principal prioridade da universidade e que as ações disciplinares não estão relacionadas à política.

Chang destacou que a medida se refere às ações dos manifestantes e não à causa que defendem, referindo-se à oposição dos estudantes às ações de Israel na guerra de Gaza. Ele enfatizou que os manifestantes escolheram uma abordagem que levou a uma situação insustentável e que a universidade seguirá adiante com as consequências detalhadas anteriormente anunciadas na segunda-feira.

A ocupação do Hamilton Hall, um prédio acadêmico histórico da universidade, começou pouco depois da meia-noite de terça-feira, quando os manifestantes quebraram janelas e entraram no edifício.

Eles desenrolaram uma faixa com os dizeres “Hind’s Hall”, renomeando simbolicamente o prédio em homenagem a uma criança palestina morta durante a ofensiva de Israel contra o grupo Hamas na Faixa de Gaza. Do lado de fora do prédio, manifestantes bloquearam a entrada com mesas e formaram uma corrente humana enquanto entoavam slogans pró-palestinos.

Ações semelhantes ocorreram em outros campi da Costa Oeste na noite anterior. Na Universidade Politécnica Estadual da Califórnia, em Humboldt, a polícia prendeu estudantes que ocupavam o prédio Siemens Hall há mais de uma semana. Na Universidade Estadual de Portland, no Oregon, estudantes ocuparam uma biblioteca.

A Universidade Columbia começou a suspender estudantes pró-palestinos na segunda-feira, depois de declarar um impasse nas negociações para encerrar a manifestação. Os manifestantes apresentaram três exigências à universidade: o fim dos investimentos em empresas que apoiam o governo de Israel, mais transparência nas finanças da universidade e anistia para estudantes e professores que enfrentam ações disciplinares por participarem dos protestos.

No entanto, a reitora Nemat Shafik rejeitou a demanda de interromper os investimentos relacionados a Israel, oferecendo, em vez disso, investir em saúde e educação em Gaza e tornar mais transparentes os investimentos diretos da universidade.

Os protestos relacionados a Gaza se espalharam por mais de 25 campi de faculdades e universidades em pelo menos 21 estados dos EUA desde 18 de abril. Além disso, muitas outras instituições de ensino superior também fizeram manifestações.

Os organizadores dos protestos negam as acusações de antissemitismo e defendem que os atos visam denunciar o governo de Israel e sua condução do conflito em Gaza. No entanto, houve denúncias de adoção de posições antissemitas por parte de alguns manifestantes.

Com informações de O Globo.

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