Palestinos na Faixa de Gaza vêm manifestando agradecimento aos ativistas que fazem uma série de atos em universidades dos Estados Unidos contra o genocídio em curso no Oriente Médio. Em Rafah, no extremo sul do território e onde mais da metade da população local está abrigada, mensagens de apoio aos estudantes envolvidos nos protestos foram escritas em barracas.
“Obrigado, estudantes solidários a Gaza. A mensagem de vocês chegou. Obrigado aos estudantes de Columbia”, diz uma das mensagens. Protestos na Universidade Columbia, em Nova York, ganharam projeção e ajudaram a espalhar o movimento pró-Palestina para outras instituições estadunidenses.
Após vários dias de protesto, a polícia da cidade de Nova York voltou a entrar na Universidade Columbia na noite de terça-feira (30), em um novo esforço para dispersar os manifestantes acampados e que haviam ocupado um dos prédios da instituição. Ao todo, aproximadamente 300 pessoas foram presas em Columbia e na City College of New York, segundo o prefeito da cidade, o democrata Eric Adams.
Ao jornal estadunidense The New York Times, o palestino Mohammed al-Baradei, 24, que está em Rafah, disse que os protestos aumentam a conscientização para a causa palestina. Já a palestina Bisan Owda, 25, disse à publicação nunca ter sentido tanta esperança pelo fim da guerra como agora.
Pouco mais da metade dos 2,4 milhões de habitantes de Gaza estão abrigados em Rafah, próximo da fronteira do Egito, após as forças de Israel esvaziarem as porções norte e central do território. Nos últimos meses, o governo do premiê Benjamin Netanyahu tem ameaçado invadir por terra a cidade para eliminar o que seriam os últimos redutos do Hamas — diversas organizações, entretanto, pedem para Tel Aviv abandonar o plano sob o argumento de que tal ação intensificaria o genocídio já em curso.
Enquanto os ataques aéreos continuam contra Gaza, palestinos esperam um possível acordo de cessar-fogo na mais recente rodada de negociação que acontece na cidade do Cairo, no Egito. Segundo o New York Times, Israel aceitou no começo da semana reduzir em sua proposta o número de reféns para o Hamas libertar numa primeira fase da trégua. Mas, por ora, não há garantia de que o acordo saia do papel.
Nos EUA, o Departamento de Polícia de Nova York e Adams disseram que “agitadores externos” estavam agravando os protestos e influenciando as ações dos estudantes. Em entrevista coletiva nesta quarta (1º), o prefeito defendeu as prisões das quase 300 pessoas, elogiou a polícia e acusou os envolvidos no protesto de antissemitismo. Ele ainda chamou os manifestantes de desprezíveis e disse que estrangeiros se infiltraram nos atos como parte de um suposto “esforço global para radicalizar jovens”.
Os estudantes, entretanto, afirmam que os protestos não são antissemitas pois não se colocam contra os judeus, mas sim, contra a ofensiva israelense em Gaza que, em 7 meses, já matou mais de 34 mil palestinos.
Veja, abaixo, vídeos com mensagens de agradecimento escritas por palestinos:
Com informações da Folha de S. Paulo.
Leia mais:





