A UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) acionou a polícia na madrugada desta quarta-feira (1º) após manifestantes pró-Palestina e pró-Israel se enfrentarem em confrontos violentos no campus da instituição.
A universidade vinha assumindo uma das posturas mais tolerantes entre as dezenas de universidades dos EUA que viraram palco de protestos contra o genocídio de Israel na Faixa de Gaza — os ataques que começaram em 7 de outubro de 2023 já mataram mais de 34 mil palestinos, segundo autoridades de saúde do território controlado pelo Hamas.
Nas últimas semanas, estudantes armaram acampamentos em campus de costa a costa nos Estados Unidos, o que tem gerado confrontos e prisões. Muitas universidades — incluindo Columbia, universidade em Nova York que é o epicentro dos protestos — começaram a ameaçar os manifestantes com suspensões.
A UCLA não era uma delas até esta terça-feira (30), quando a instituição afirmou que o acampamento montado no campus era ilegal e ameaçou suspender ou expulsar qualquer manifestante que fosse estudante.
Na noite da véspera, uma briga havia eclodido após cerca de 60 manifestantes pró-Israel tentarem entrar no acampamento pró-palestino, segundo o jornal New York Times.
Ainda não se sabe exatamente o que aconteceu na madrugada desta quarta, mas o Daily Bruin confirma versão do NYT. Segundo o jornal estudantil, a polícia foi enviada ao campus depois que apoiadores de Israel tentaram derrubar o acampamento pró-Palestina.
A UC Divest, coalizão que tem organizado os protestos pró-palestinos na universidade, disse nas redes sociais que os estudantes no acampamento foram atacados por “fogos de artifício, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e outros”.
Em imagens transmitidas pela televisão, foi possível ver manifestantes se enfrentando com paus, enquanto outros lançavam fogos de artifício ou arremessavam objetos para o lado oposto. A emissora KABC, uma afiliada da ABC, também mostrou pessoas empunhando pedaços de pau para atacar placas de madeira que protegiam os manifestantes pró-Palestina enquanto estes seguravam cartazes ou guarda-chuvas.
“Atos horríveis de violência ocorreram no acampamento esta noite e imediatamente chamamos a polícia para apoio mútuo”, disse Mary Osako, responsável pela comunicação da universidade, em um comunicado por email. “O corpo de bombeiros e pessoal médico estão no local”, acrescentou. “Estamos enojados por essa violência sem sentido e ela deve acabar.”
As manifestações pró-Palestina dos últimos dias provocaram intenso debate nas universidades. Grupos pró-Israel argumentam que a retórica dos protestos é antissemita e, portanto, não deve ser tolerada. Por outro lado, estudantes que protestam contra o genocídio de Israel em Gaza, incluindo ativistas judeus pela paz, dizem estar sendo censurados por meramente criticar o governo israelense ou expressar apoio aos direitos dos palestinos.
Com informações da Folha de S. Paulo.
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