Protestos pró-Palestina crescem em universidades dos EUA, incluindo Harvard, Yale e Columbia; estudantes são presos (veja vídeo)

Os estudantes querem que as instituições cortem os laços financeiros com Israel, após a recente campanha militar israelense na Faixa de Gaza

Manifestações pró-palestinos estão gerando tensão em diversos campi universitários nos Estados Unidos. Em Columbia, Nova York, centenas de estudantes mantêm um acampamento no campus, resultando na demissão de duas reitoras. A atual reitora, Nemat Shafik, suspendeu as aulas presenciais em resposta à situação.

Na noite dessa segunda-feira (22), um protesto na instituição foi desmobilizado pela polícia, uma semana após mais de 100 estudantes serem detidos em uma manifestação

Protestos semelhantes ocorrem em outras universidades renomadas, como Harvard e Yale, onde 60 alunos foram detidos, durante uma passeata.

Os estudantes querem que as instituições cortem os laços financeiros com Israel, após a recente campanha militar israelense na Faixa de Gaza. Essa ação resultou em milhares de mortes, segundo o grupo governante Hamas.

Enquanto alguns estudantes judeus expressam preocupações com a segurança dentro das universidades, outros se juntam ao movimento pró-palestino. A estudante Mimí Elías, suspensa após ser detida durante um protesto, afirma que estão lutando pela libertação da Palestina e rejeitam qualquer forma de discriminação.

Os protestos são acompanhados de perto pela polícia, que reforçou a segurança nas universidades. A destruição em Gaza por parte de Israel após ataques do Hamas em outubro aumentou as manifestações pró-palestinas nas instituições de ensino dos EUA, alimentando acusações de antissemitismo.

Os estudantes intensificaram os protestos após uma intervenção policial, ocorrida em Columbia e outras universidades, incluindo Yale e Harvard. Joseph Howley, professor e apoiador do movimento pró-palestino, criticou a postura da universidade em relação aos protestos, considerando-a prejudicial à situação.

Para alguns estudantes, a questão central é a liberdade de expressão nos campi universitários. Eles destacam a importância de poderem expressar suas opiniões sem medo de repressão. Howley vê o conflito como parte de um padrão mais amplo de tentativas de suprimir discursos políticos considerados incômodos pela extrema direita nos EUA.

Com informações do g1

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