A Espanha e a Alemanha recusaram o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o chamado “Conselho da Paz”, iniciativa criada pela Casa Branca para monitorar a situação na Faixa de Gaza, atuar em outras regiões de conflito e coordenar a reconstrução do território palestino.
O anúncio da recusa espanhola foi feito pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez, que afirmou que a decisão está alinhada com o compromisso de Madri com o direito internacional, as Nações Unidas e o multilateralismo. Segundo ele, a criação do conselho é vista por setores da diplomacia internacional como uma tentativa de enfraquecer a ONU, principal fórum multilateral do mundo.
Sánchez também criticou o fato de a Autoridade Palestina não ter sido incluída na composição do conselho, o que, segundo o premiê, compromete a legitimidade da iniciativa.
Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz afirmou que, apesar de reconhecer a importância de esforços voltados à paz, o governo alemão optou por não aderir ao conselho nos moldes propostos por Washington.
Canadá é desconvidado
Além da Espanha e da Alemanha, outros países também têm se distanciado da iniciativa. Na quinta-feira (22), o próprio Trump anunciou a retirada do convite feito ao Canadá para integrar o Conselho da Paz. A decisão foi comunicada por meio de uma publicação em rede social.
Embora não tenha apresentado uma justificativa formal, a retirada ocorre em meio a uma troca de críticas entre Trump e o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, iniciada após um discurso do líder canadense durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos.






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