Após mais de dois meses de interrupção das atividades pedagógicas, a Escola Nacional de Circo Luiz Olimecha (ENCLO), no Rio de Janeiro, teve a contratação de novos profissionais formalizada para permitir a retomada das aulas. A medida ocorre após uma mobilização política da deputada estadual Renata Souza (Psol) junto ao Ministério da Cultura.
Em julho, a parlamentar encaminhou um ofício à ministra da Cultura, Margareth Menezes, relatando a paralisação e solicitando medidas para garantir a continuidade da formação dos estudantes. Segundo informações recebidas pelo mandato, as aulas estavam suspensas desde 15 de maio, depois do encerramento dos contratos dos professores.
Cobrança ao Ministério
A interrupção afetou estudantes bolsistas e gerou preocupação sobre a continuidade das atividades da instituição. Diante do ofício encaminhado pela deputada, o Ministério da Cultura enviou a demanda à presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), responsável pela Escola Nacional de Circo.
A solicitação era para que fossem adotadas providências destinadas à regularização das atividades pedagógicas e à retomada do curso. A Funarte informou que a paralisação ocorreu devido a dificuldades administrativas relacionadas à adequação do processo licitatório necessário à contratação dos profissionais.
Segundo o órgão, o problema administrativo foi solucionado em julho, permitindo o avanço do procedimento para restabelecer as atividades da instituição.
Novo contrato
A contratação foi formalizada em 10 de agosto. O novo contrato prevê 23 profissionais distribuídos em 21 postos de trabalho.
De acordo com a Funarte, a medida assegura as condições necessárias para a retomada das aulas, além da continuidade das atividades de formação e das apresentações públicas realizadas pela Escola Nacional de Circo.
A instituição atua na formação de profissionais das artes circenses e mantém atividades voltadas ao ensino e à realização de apresentações.
Formação dos alunos
Renata Souza afirmou que a cobrança ao Ministério da Cultura buscou impedir que questões administrativas continuassem prejudicando a formação dos estudantes.
“A Escola Nacional de Circo é uma instituição fundamental para a formação de artistas e para a preservação e renovação da cultura circense brasileira. Não poderíamos aceitar que estudantes tivessem sua formação interrompida por um problema administrativo. A cobrança ao Ministério da Cultura foi justamente para garantir que essa situação fosse enfrentada e que os alunos pudessem voltar às salas de aula e aos espaços de formação”, afirmou a deputada.







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