A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (12), um dos suspeitos envolvidos no sequestro do jornaleiro Eduardo Aguiar Ferreira, de 24 anos, desaparecido desde o fim de novembro na Região Oceânica de Niterói. A investigação trabalha com a hipótese de que a vítima tenha sido assassinada. O corpo, porém, ainda não foi localizado.
O mandado de prisão contra Rafael Gonçalves Pacheco foi cumprido em Del Castilho, na Zona Norte do Rio. Já Thiago Bricio Nogueira, comparsa de Rafael, continua foragido.
No início de dezembro, a polícia encontrou em Imbariê, Duque de Caxias, o Toyota Corolla prata usado no sequestro — o carro foi totalmente incendiado. Testemunhas relataram que Eduardo seguia de moto pela Rua Jaerte de Pimentel Medeiros, em Itaipu, quando três homens o abordaram e o colocaram à força no carro. Desde então, ele não foi mais visto. A última localização do celular da vítima também apontou para Imbariê.
Venda de cigarros ilegais pode ser motivação
As investigações indicam que o crime pode estar relacionado ao comércio ilegal de cigarros. Eduardo, segundo a polícia, já atuava no mercado de cigarros contrabandeados. O suposto envolvimento teria motivado o ataque.
Três dias após o desaparecimento, agentes fizeram buscas na casa do tio da vítima, que tinha conhecimento da atividade ilegal. Parte da carga, no entanto, foi apreendida em outro local. O primo de Eduardo foi preso por fraude processual, pagou fiança e foi liberado. Ele também é investigado por participação na venda de cigarros clandestinos, já que possui uma tabacaria em uma comunidade.
Eduardo já havia sido preso em flagrante em 2023 com um carregamento roubado de cigarros. A Polícia Civil suspeita que ele atuava como intermediário na distribuição de produtos de origem ilícita em Niterói.






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