A Polícia Civil afirma que a academia onde a professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, morreu após uma aula de natação utilizava, em apenas um dia, a quantidade de cloro recomendada para uma semana inteira em piscinas do mesmo porte. A informação foi destacada pelo delegado Alexandre Bento, responsável pelo caso no 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas.
Segundo a investigação, o uso excessivo do produto e a manipulação inadequada de compostos químicos podem ter provocado a liberação de gases tóxicos, informa o g1. Juliana passou mal no sábado (7) dentro da C4 Gym e não resistiu. Outras seis pessoas também apresentaram sintomas, e três foram internadas.
Uso excessivo e suspeita de intoxicação
De acordo com o delegado, a carga de cloro aplicada diariamente na piscina era muito superior ao padrão técnico. O laudo pericial ainda não foi concluído, mas a principal linha de apuração é intoxicação química. A academia foi interditada pela prefeitura após o episódio.
Imagens de câmeras internas mostram fumaça branca saindo de um balde com a mistura usada na piscina momentos antes da aula. Em seguida, frequentadores aparecem pedindo ajuda. A polícia apura se a combinação inadequada de produtos gerou gases nocivos.
Funcionário sem qualificação técnica
O cloro era manipulado por um manobrista sem formação específica, que afirmou em depoimento seguir ordens enviadas por um dos sócios via WhatsApp. A polícia concluiu que ele não agiu por conta própria e não foi responsabilizado criminalmente.
Já os três proprietários da academia — Cezar Augusto Miguelof Terração e os irmãos Cesar e Celso Bertolo Cruz — foram indiciados por homicídio com dolo eventual. A polícia também apontou tentativa de interferência na investigação, com atraso no depoimento do funcionário e omissão sobre a existência de outro trabalhador.
Justiça avaliará pedidos de prisão
O pedido de prisão temporária dos sócios teve parecer favorável do Ministério Público e aguarda decisão da Justiça. A defesa afirma que os empresários colaboram com as apurações e critica o indiciamento antes da conclusão da perícia.
Em entrevista à TV Globo, a mãe da vítima relatou a dor da perda e cobrou responsabilização. Para a família, a morte da professora foi resultado de negligência grave no controle da piscina.






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