Em sabatina, Paes promete tirar crime do governo e quer unificar comando de polícias

Candidato do PSD atacou Ruas e Bolsonaro, defendeu redução da maioridade penal e prometeu rigidez contra violência

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O candidato ao governo do Rio pelo PSD, Eduardo Paes, prometeu “tirar o crime de dentro do Palácio Guanabara” e apresentou suas diretrizes para a área de segurança pública durante a última sabatina realizada em conjunto por O Globo, Extra, Valor e rádio CBN. O ex-prefeito da capital defendeu a recriação da Secretaria de Estado de Segurança Pública para unificar os comandos das polícias Civil e Militar, admitindo ainda a possibilidade de incorporar a Secretaria de Administração Penitenciária (Seppen) à mesma estrutura.

No campo institucional e penal, Paes declarou-se favorável à redução da maioridade penal, argumentando que a capacidade de voto confere ao jovem a responsabilidade sobre suas escolhas individuais. Por outro lado, o candidato rejeitou a classificação de facções e milícias como organizações “narcoterroristas”, rotulando a conceituação proposta por Donald Trump como “baboseira” que não resolve os problemas estruturais do estado.

“Essas baboseiras de Trump não enchem a barriga de ninguém, não resolvem o transporte, não melhoram o Ideb. Quero assumir para mim, não empurro com a barriga problema que é da minha responsabilidade. Se der certo, palmas para o Eduardo Paes. Se não der, (serei) mais um incompetente”, disse.

O político também rebateu o discurso tradicional de que a ausência de serviços sociais seja a causa primária da violência, citando o exemplo de comunidades que contam com equipamentos públicos de saúde e educação, mas permanecem sob o domínio do crime organizado.

Ataques políticos e propostas para a mobilidade urbana

Ao abordar o cenário eleitoral e a disputa contra seu principal adversário, Douglas Ruas (PL), Paes rebateu as tentativas de vinculação à figura do ex-governador Sérgio Cabral, afirmando que jamais foi seu funcionário.

O candidato do PSD rebateu associando Ruas à gestão de Cláudio Castro e direcionou críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que o aliado da extrema-direita demonstrou “dedo podre” nas indicações políticas para o Rio de Janeiro em pleitos anteriores.

No setor de transportes, Paes apresentou um plano de metas que inclui o início imediato das obras de construção do trecho; reestruturação do sistema ferroviário nos mesmos moldes aplicados na intervenção do BRT na capital e Extinção do modelo atual do Riocard e realização de licitação para um novo sistema.

O candidato também defendeu a redução dos valores das passagens nos ônibus intermunicipais.

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