Em novo ato para tentar culpar governadores pelos preços altos, Bolsonaro vai ao STF contra política do ICMS do diesel pelos Estados

Em nova tentativa de culpar os governadores pelos altos preços do diesel nos postos de combustíveis, e se eximir de responsabilidade pela política dolarizada dos preços da Petrobras, verdadeira causa dos valores abusivos o governo federal entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os efeitos de uma norma dos Estados que…

Em nova tentativa de culpar os governadores pelos altos preços do diesel nos postos de combustíveis, e se eximir de responsabilidade pela política dolarizada dos preços da Petrobras, verdadeira causa dos valores abusivos o governo federal entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender os efeitos de uma norma dos Estados que passou a regular neste ano a tributação do ICMS que incide sobre o óleo diesel, em meio a críticas do presidente Jair Bolsonaro aos governadores quanto à política de arrecadação desse tributo estadual.

No processo, o Executivo pede que o Supremo conceda uma liminar para suspender os efeitos de cláusulas de um convênio do Comitê de Política Fazendária (Confaz), que definiu as alíquotas do ICMS que cada Estado e o Distrito Federal podem praticar.

O convênio do Confaz foi realizado após a aprovação da lei 192/22, em março, e na prática não implementou a monofasia completa com alíquota única e uniforme, conforme era prerrogativa da legislação, que poderia ter um efeito de amenizar os valores do diesel, segundo o governo.

O governo argumentou na ação – apresentada na noite de quinta-feira e que ainda não tem relator sorteado – que o convênio Confaz contemplou “uma maneira inovadora de diferenciação de alíquotas de um mesmo produto” entre os entes regionais, permitindo que na prática cada Estado pratique sua própria política para o imposto.

“A forte assimetria das alíquotas de ICMS enseja problemas que vão muito além da integridade do federalismo fiscal brasileiro, onerando sobretudo o consumidor final, que acaba penalizado com o alto custo gerado por alíquotas excessivas para combustíveis –que são insumos essenciais, e, por isso, deveriam ser tratados com modicidade– e com a dificuldade no entendimento da composição do preço final desses produtos”, disse ação, assinada por Bolsonaro e pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco.

A ação foi protocolada após novo aumento do diesel de 8,87% pela Petrobrás nesta semana, que já impactou os valores nas bombas.

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