O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou neste sábado (25) novos ataques contra o grupo libanês Hezbollah, alegando que a organização teria violado o acordo de cessar-fogo firmado recentemente entre os dois lados.
A trégua, considerada frágil, havia sido prorrogada na quinta-feira após anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o objetivo de conter a escalada de violência na região.
Segundo comunicado oficial do governo israelense, a ordem foi baseada em relatórios das Forças de Defesa de Israel (FDI), que apontaram lançamentos de projéteis a partir do território libanês.
Confrontos deixam mortos e feridos no sul do Líbano
De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, ao menos seis pessoas morreram em decorrência dos ataques israelenses realizados neste sábado no sul do país.
Entre os casos reportados, quatro mortes ocorreram na localidade de Yohmor al Shaqif, após bombardeios que atingiram um caminhão e uma motocicleta.
O Exército de Israel afirmou ter neutralizado combatentes do Hezbollah que estariam transportando armas, além de outros integrantes do grupo em diferentes pontos da região.
Bombardeios atingem diversas localidades e ampliam tensão
Horas depois, novas ofensivas foram registradas na cidade de Safad al Battikh, no distrito de Bint Jbeil, resultando em mais duas mortes e 17 pessoas feridas, segundo autoridades libanesas.
A agência nacional de notícias do Líbano também relatou intensos bombardeios de artilharia em várias áreas do sul do país, além de uma forte explosão na cidade de Khiam, próxima à fronteira com Israel.
Relatos indicam que operações militares israelenses vêm destruindo estruturas na região de forma sistemática, aumentando o clima de instabilidade.
Escalada da violência ameaça acordo mediado internacionalmente
Os militares israelenses classificaram o lançamento de projéteis pelo Hezbollah como uma “violação flagrante” dos termos do cessar-fogo.
Por sua vez, o grupo libanês afirmou ter realizado ataques em resposta a ações israelenses anteriores, elevando o risco de colapso total da trégua.
Desde o início de março, autoridades libanesas contabilizam ao menos 2.496 mortes relacionadas aos confrontos, evidenciando a gravidade da crise.
Situação segue em atualização
O cenário permanece instável, com risco de novos confrontos nas próximas horas. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos, enquanto esforços diplomáticos tentam evitar uma escalada ainda maior do conflito.






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