As eleições de 2026 vão provocar uma das maiores renovações do Senado Federal. Das 81 cadeiras da Casa, 54 estarão em disputa, o equivalente a dois terços do total. A renovação ocorre porque o mandato dos senadores é de oito anos e as vagas são alternadas entre os pleitos.
Entre os 54 parlamentares cujo mandato termina neste ano, 32 decidiram tentar a reeleição. Outros 10 disputarão cargos diferentes, enquanto 12 não concorrerão a nenhuma vaga nas eleições de 2026.
O cenário também envolve nove senadores eleitos em 2022 que ainda possuem mandato até 2030, mas decidiram deixar a disputa pelo Senado para concorrer a governos estaduais. Caso sejam eleitos, eles deixarão antecipadamente suas cadeiras na Casa.
Maioria dos senadores tenta permanecer no cargo
Os 32 senadores que disputam a reeleição representam pouco menos de 60% dos parlamentares com mandato encerrado em 2026.
A lista reúne nomes de diferentes partidos e estados:
- Alessandro Vieira (MDB-SE)
- Angelo Coronel (Republicanos-BA)
- Carlos Fávaro (PSD-MT)
- Carlos Portinho (PL-RJ)
- Carlos Viana (PSD-MG)
- Chico Rodrigues (PSB-RR)
- Cid Gomes (PSB-CE)
- Ciro Nogueira (PP-PI)
- Eduardo Braga (MDB-AM)
- Eduardo Gomes (PL-TO)
- Eliziane Gama (PSD-MA)
- Esperidião Amin (PP-SC)
- Fabiano Contarato (PT-ES)
- Humberto Costa (PT-PE)
- Jaques Wagner (PT-BA)
- Leila Barros (PDT-DF)
- Lucas Barreto (PSD-AP)
- Marcelo Castro (MDB-PI)
- Marcio Bittar (PL-AC)
- Marcos do Val (Avante-ES)
- Plínio Valério (PSDB-AM)
- Randolfe Rodrigues (PT-AP)
- Renan Calheiros (MDB-AL)
- Rogério Carvalho (PT-SE)
- Sérgio Petecão (PSD-AC)
- Soraya Thronicke (PSB-MS)
- Styvenson Valentim (Podemos-RN)
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
- Weverton (PDT-MA)
- Zenaide Maia (PSD-RN)
- Zequinha Marinho (Podemos-PA)
A eleição para o Senado será diferente da disputa de 2022, quando apenas um terço das cadeiras estava em jogo. Em 2026, cada estado e o Distrito Federal escolherão dois senadores.
Senadores também disputam outros cargos
Entre os 54 senadores que encerram o mandato, 10 optaram por disputar outros cargos nas eleições deste ano.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorre à Presidência da República, enquanto Eduardo Girão (Novo-CE) aparece como candidato à Vice-Presidência na chapa de Romeu Zema (Novo).
Marcos Rogério (PL-RO) disputa o governo de Rondônia. Izalci Lucas (PL-DF) e Roberta Acioly (Republicanos-RR) concorrem a vagas de deputado federal, enquanto Mara Gabrilli (PSD-SP) tenta uma cadeira de deputada estadual.
Também há quatro senadores que integram chapas como suplentes ao Senado: Daniella Ribeiro (PP-PB), Dra. Eudocia (PSDB-AL), Jader Barbalho (MDB-PA) e Nelsinho Trad Filho (PSD-MS).
Doze senadores não disputarão as eleições
Um grupo de 12 senadores com mandato encerrado em 2026 decidiu não concorrer a nenhum cargo neste pleito.
São eles:
- Confúcio Moura (MDB-RO)
- Fernando Dueire (PSD-PE)
- Flávio Arns (PSB-PR)
- Giordano (Podemos-SP)
- Irajá (PSD-TO)
- Ivete da Silveira (MDB-SC)
- Jayme Campos (União-MT)
- Jorge Kajuru (PSB-GO)
- Luis Carlos Heinze (PP-RS)
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
- Paulo Paim (PT-RS)
- Rodrigo Pacheco (PSB-MG)
A saída desses parlamentares abre espaço para novas candidaturas e altera a composição da disputa pelas duas vagas disponíveis em cada unidade da Federação.
Nove senadores com mandato até 2030 disputam governos
A movimentação eleitoral também alcança nove senadores eleitos em 2022. Embora tenham mandato previsto até 2030, eles decidiram disputar governos estaduais.
A relação inclui:
- Alan Rick (Republicanos-AC)
- Cleitinho (Republicanos-MG)
- Efraim Filho (PL-PB)
- Omar Aziz (PSD-AM)
- Professora Dorinha (União-TO)
- Renan Filho (MDB-AL)
- Sergio Moro (PL-PR)
- Wellington Fagundes (PL-MT)
- Wilder Morais (PL-GO)
Caso sejam eleitos para os governos estaduais, os parlamentares deixarão suas cadeiras no Senado antes do término previsto dos atuais mandatos.
Vinte senadores mudaram de partido desde 2018
O levantamento também aponta mudanças partidárias entre os senadores que tentam a reeleição. Pelo menos 20 deles trocaram de legenda desde a eleição de 2018.
Entre os casos estão Alessandro Vieira, que passou da Rede para o MDB; Angelo Coronel, do PSD para o Republicanos; Carlos Portinho, do PSD para o PL; e Cid Gomes, do PDT para o PSB.
Também mudaram de partido Eduardo Gomes, Eliziane Gama, Fabiano Contarato, Leila Barros, Lucas Barreto, Marcio Bittar, Marcos do Val, Randolfe Rodrigues, Soraya Thronicke, Styvenson Valentim, Vanderlan Cardoso, Veneziano Vital do Rêgo, Zenaide Maia e Zequinha Marinho.
As informações sobre filiação partidária fazem parte dos registros eleitorais apresentados ao Tribunal Superior Eleitoral. O levantamento também identifica alterações em declarações de estado civil e de cor ou raça feitas por alguns candidatos em diferentes eleições.







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