O cantor Ed Motta passou a enfrentar uma onda de críticas de nordestinos nas redes sociais após se tornar alvo de investigação por injúria por preconceito durante uma confusão em um restaurante no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
A repercussão ganhou força principalmente nos comentários de anúncios de shows marcados para este mês. Internautas criticaram duramente as falas atribuídas ao artista durante o episódio ocorrido na madrugada do dia 2 de maio no restaurante Grado.
Entre as manifestações, usuários chegaram a pedir que o cantor evitasse apresentações na Região Nordeste. “Só não venha para a Paraíba” e “Que tal não vir para a Região Nordeste?” foram algumas das mensagens publicadas nas redes sociais do artista.
Internautas relatam decepção com postura do cantor
Além das críticas diretas, muitos fãs demonstraram frustração com o comportamento atribuído ao cantor. Em uma das publicações, uma internauta afirmou estar “extremamente decepcionada” com a atitude do artista, destacando que sempre o considerou uma referência musical.
A seguidora também afirmou ter se sentido ofendida como neta de nordestinos e criticou o uso de termos considerados preconceituosos durante a discussão no restaurante. Ela ainda defendeu que o caso seja tratado com rigor pela Justiça.
O caso foi registrado na 15ª DP (Gávea) e é investigado como injúria por preconceito, prevista no artigo 2º-A da Lei 7.716/89, além de injúria comum.
Funcionário relata ofensas durante discussão no restaurante
Segundo o depoimento de um barman do restaurante Grado, Ed Motta teria feito comentários ofensivos após um desentendimento envolvendo clientes e funcionários do estabelecimento.
De acordo com o relato prestado à polícia, o cantor teria chamado o funcionário de “babaca” e utilizado o termo “paraíba” de forma pejorativa durante a discussão. O depoente afirmou ainda que o artista teria ameaçado deixar o local “antes que fizesse alguma coisa com um desses paraíbas”.
Ainda conforme os relatos, o cantor também teria proferido novas ofensas ao sair do restaurante. Durante a confusão, uma garrafa de vidro chegou a ser lançada e atingiu uma pessoa.
Cantor nega xenofobia em depoimento à polícia
No último dia 12 de maio, Ed Motta prestou depoimento por cerca de duas horas na 15ª DP, acompanhado dos advogados Pedro Ivo Velloso e Thatiana de Carvalho Costa.
Durante o depoimento, o artista negou ter feito ofensas xenofóbicas contra funcionários do restaurante e classificou as acusações como “injustas” e “infundadas”. O cantor afirmou ainda ter “amplo respeito pelos nordestinos”, destacando ser neto de baiano e bisneto de cearense.
Além do cantor, também foram ouvidos pela Polícia Civil funcionários e sócios do restaurante, incluindo o barman, um garçom e a funcionária do caixa.
Discussão começou após cobrança de taxa de rolha
Segundo o relato apresentado por Ed Motta à polícia, a confusão começou após ele ser cobrado pela taxa de rolha referente ao consumo de cinco garrafas de vinho na mesa.
O cantor afirmou ter ficado “chateado” e “desprestigiado” com a cobrança, alegando que nunca havia sido taxado anteriormente no estabelecimento. Conforme o depoimento, o gerente explicou que a cobrança ocorreu porque a mesa contava com mais pessoas além do artista e sua esposa.
Ainda segundo Ed Motta, após afirmar que “nunca mais voltaria ao local”, ele teria arremessado uma cadeira ao chão sob forte emoção, sem intenção de atingir ninguém. O objeto, no entanto, acabou resvalando em uma mesa e atingindo um garçom.






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