Ed Motta presta depoimento sobre confusão em restaurante da Zona Sul

Cantor é investigado por injúria por preconceito após denúncias de ofensas xenofóbicas contra nordestinos durante briga em estabelecimento na Gávea

O cantor Ed Motta presta depoimento nesta terça-feira na 15ª DP (Gávea), na Zona Sul do Rio de Janeiro, por causa da confusão registrada em um restaurante da região. O caso ganhou repercussão após denúncias de agressões e de supostas ofensas xenofóbicas dirigidas a funcionários do estabelecimento.

Ao chegar à delegacia, o artista foi acompanhado por advogados e conduzido à sala onde ocorreu o depoimento. A Polícia Civil investiga dois possíveis crimes relacionados ao episódio: lesão corporal contra um cliente de uma mesa vizinha e injúria por preconceito, neste último caso tendo o cantor como investigado.

Segundo relatos prestados à polícia por funcionários do restaurante, a discussão começou após a cobrança de taxa de rolha. De acordo com um dos empregados, Ed Motta não costumava pagar a taxa quando frequentava o local apenas com a esposa, mas a cobrança foi feita naquela noite porque o grupo reunia mais seis pessoas.

Funcionário diz que foi ofendido por Motta

O funcionário afirmou que o cantor reagiu de forma exaltada à situação. Em depoimento, o barman relatou ter sido alvo de ofensas xenofóbicas. Entre as frases atribuídas ao artista estariam insultos como “Vai tomar no c* seu filho da put* paraíba” e “Cambada de paraíba”. O relato também foi exibido pelo programa Fantástico, da TV Globo.

Ainda segundo testemunhas, um dos homens que acompanhavam o cantor, identificado como Nicholas Guedes Coppim, teria feito comentários em tom de deboche ao funcionário do restaurante. O episódio aumentou a tensão no local e, de acordo com os depoimentos, levou Ed Motta a continuar com as provocações antes de deixar a mesa.

Imagens da confusão mostram o cantor arremessando uma cadeira dentro do restaurante. Apesar disso, ninguém teria sido atingido pelo objeto. A discussão, que inicialmente envolvia funcionários e integrantes da mesa do artista, passou depois a atingir clientes que estavam em outra mesa do estabelecimento.

Frequentador foi atingido por um soco

A investigação também apura a participação de Nicholas Guedes Coppim em uma agressão física. Segundo depoimentos colhidos pela polícia, ele teria dado um soco em um frequentador e arremessado uma garrafa durante a briga. O objeto teria atingido a parede e se estilhaçado com força suficiente para quebrar um relógio instalado no local.

Nicholas responde por lesão corporal. O advogado dele afirmou ao Fantástico que o cliente está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Já a defesa de Diogo Couto, outro envolvido na ocorrência, declarou repudiar qualquer ato de violência.

Os agentes da 15ª DP seguem analisando imagens de segurança, depoimentos de testemunhas e demais provas para esclarecer a dinâmica da confusão. Até o momento, não houve conclusão do inquérito.

A defesa de Ed Motta negou que o cantor tenha cometido agressões físicas e sustentou que ele deixou o restaurante indignado com o atendimento recebido no estabelecimento.

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