Após reconhecimento estadual, Parque Shangai é declarado patrimônio cultural pela Câmara do Rio

Projeto foi aprovado por unanimidade na sessão extraordinária desta quarta-feira (20); vereadores também concederam o título à Imperatriz Leopoldinense

O Parque Shangai, tradicional parque de diversões da Penha, na Zona Norte, foi reconhecido como patrimônio cultural de natureza imaterial do Rio. O projeto foi aprovado por unanimidade pela Câmara dos Vereadores durante sessão extraordinária desta quarta-feira (20).

A proposta é de autoria do vereador Paulo Messina (PL), que destacou a relação afetiva de gerações de cariocas com o espaço centenário — incluindo a dele próprio.

“O parque Shangai está entre uma das minhas melhores recordações de infância e da maioria dos cariocas. Até hoje levo os meus três filhos. São mais de cem anos fazendo a alegria da criançada. Este reconhecimento é muito merecido, em função do valor histórico e cultural desse parque, amado por todos nós”, afirmou o parlamentar.

Fundado em 1919, o Shangai é considerado um dos parques de diversões mais antigos em funcionamento no Brasil. Ao longo de mais de um século, passou por diferentes endereços até se estabelecer definitivamente, em 1966, no Largo da Penha, aos pés da tradicional igreja da região.

Antes disso, o parque chegou a passar por locais como o antigo Aterro do Calabouço e a Quinta da Boa Vista.

No início deste mês, o espaço já havia sido declarado patrimônio cultural imaterial do estado do Rio de Janeiro, após o governador em exercício Ricardo Couto (PL) sancionar um projeto apresentado pelo ex-deputado Andrezinho Ceciliano (PT), com coautoria da deputada Marina do MST (PT). Agora, o reconhecimento ocorre tanto em âmbito estadual quanto municipal.

Imperatriz Leopoldinense também recebe reconhecimento

E o dia foi de reconhecimento para a Zona Leopoldina. Na mesma sessão, os vereadores aprovaram outro projeto que reconhece a escola de samba Imperatriz Leopoldinense como patrimônio cultural imaterial carioca.

A proposta foi apresentada pelo vereador Vitor Hugo (MDB), que também é compositor da agremiação de Ramos. Na justificativa do texto, o parlamentar destacou a importância histórica, cultural e turística da verde e branca para o carnaval carioca.

“Reconhecimento merecido a uma das escolas de samba mais tradicionais da nossa cidade”, disse o edil.

Fundada em 1959, a Imperatriz surgiu a partir de integrantes da antiga Recreio de Ramos e se tornou uma das escolas mais tradicionais do samba do Rio.

O projeto também cita o simbolismo do pavilhão da escola, que possui 11 estrelas representando bairros atendidos pela linha férrea da Leopoldina, entre eles Ramos, Penha, Olaria, Bonsucesso e Vigário Geral.

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