Oruam vira alvo de novo pedido de prisão preventiva em São Paulo

Ministério Público aponta risco à aplicação da lei e cita investigações por disparo de arma, lavagem de dinheiro e tentativa de homicídio contra policiais

O rapper Oruam voltou ao centro de uma nova ofensiva judicial e pode ter a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo. O pedido foi apresentado pelo Ministério Público paulista (MP-SP), que acusa o artista de ter efetuado disparos de espingarda durante uma festa em Igaratá, no interior de São Paulo, em dezembro de 2024. O caso ganhou repercussão após vídeos do episódio circularem nas redes sociais.

O pedido foi protocolado no último dia 5 de maio pelo promotor Alan Carlos Reis Silva, no âmbito de uma ação penal que tramita no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Segundo a Promotoria, Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, teria colocado pessoas presentes no evento em risco ao disparar a arma em meio ao público.

Na solicitação enviada à Justiça, o Ministério Público afirma que o cantor é investigado por supostos crimes de lavagem de dinheiro e possível ligação com a facção criminosa Comando Vermelho. O documento também menciona a ação penal em que o rapper responde por tentativa de homicídio contra policiais civis do Rio de Janeiro.

De acordo com o MP-SP, o fato de Oruam estar foragido desde fevereiro reforça o risco de descumprimento da lei penal e dificulta o cumprimento de eventual condenação. A Promotoria sustenta que há “risco concreto e atual” devido ao paradeiro desconhecido do artista.

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou que recebeu o pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público.

Tentativa de homicídio no Rio

Além do processo em São Paulo, Oruam também é réu em uma ação que tramita na Justiça do Rio de Janeiro. O rapper responde por tentativa de homicídio contra policiais civis durante uma operação realizada em julho de 2025.

Segundo a acusação, agentes cumpriam um mandado de busca e apreensão na residência do cantor quando teriam sido atacados com pedras lançadas contra viaturas policiais. A Justiça entende que a ação colocou a vida dos agentes em risco.Mesmo foragido, Oruam começou a ser julgado pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro em maio deste ano.

O artista estava em liberdade após conseguir uma liminar judicial, mas a decisão foi posteriormente revogada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A revogação ocorreu após sucessivos descumprimentos das medidas impostas pela Justiça.

Segundo autoridades, Oruam acumulou 66 violações relacionadas ao uso da tornozeleira eletrônica em novembro de 2025. Ainda conforme os registros, outras 26 ocorrências teriam sido contabilizadas nos primeiros dias de 2026.

Até o momento, a defesa do rapper não se pronunciou publicamente sobre o novo pedido de prisão preventiva apresentado pelo Ministério Público de São Paulo.

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