Ed Motta nega agressões em restaurante, afirma que ‘repudia preconceito’ e diz ser ‘negro e gordo’

Cantor prestou depoimento à polícia no Rio após confusão em restaurante e negou ter ofendido funcionários durante discussão sobre taxa de rolha

O cantor Ed Motta negou ter cometido agressões ou injúrias durante a confusão registrada no restaurante Grado, no Rio de Janeiro, no último dia 2. Em depoimento prestado nesta terça-feira à 15ª Delegacia de Polícia, na Gávea, o artista afirmou que não ofendeu funcionários do estabelecimento e repudiou as acusações de preconceito. As informações foram divulgadas por Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Segundo relatos de funcionários do restaurante, a confusão começou após a cobrança da chamada taxa de rolha — valor cobrado quando clientes levam vinhos próprios ao estabelecimento. De acordo com os depoimentos, Ed Motta e dois amigos teriam se irritado com a cobrança e passado a agir de maneira agressiva, incluindo ofensas verbais à equipe do local.

Cantor admite ter arremessado cadeira ao chão

Em seu depoimento, ao qual a coluna teve acesso, o músico relatou que foi convidado por dois amigos para um jantar e que ele próprio escolheu o restaurante para a confraternização. O grupo chegou acompanhado das esposas e dos pais de um dos amigos, levando duas garrafas de vinho cada para a refeição.

O artista afirmou que ficou surpreso ao perceber a cobrança da taxa de rolha, alegando que nunca havia passado por situação semelhante no local. Segundo ele, procurou o gerente para questionar a cobrança e recebeu a explicação de que a taxa seria aplicada devido ao número de pessoas na mesa.

Ainda de acordo com o depoimento, Ed Motta admitiu que, tomado pela emoção, pegou uma cadeira e a arremessou ao chão, mas sustentou que não teve intenção de atingir ninguém. O cantor também declarou que deixou claro que não retornaria mais ao restaurante.

Músico diz que não viu confusão entre amigos e funcionários

O músico também relatou que, por conta de seu porte físico, acabou esbarrando em uma mesa ocupada por dois casais, sem perceber que uma bolsa caiu no chão após o contato. Ele afirmou ainda que deixou o restaurante antes da confusão mais intensa envolvendo seus amigos e funcionários do estabelecimento.

Imagens registradas no local mostram um dos amigos do cantor arremessando uma garrafa em direção a uma pessoa sentada em uma mesa próxima. No entanto, Ed Motta declarou à polícia que já havia saído do restaurante naquele momento e que só tomou conhecimento da confusão na manhã seguinte.

Defesa contra acusações de preconceito

Um dos funcionários do restaurante afirmou que o artista teria utilizado o termo “paraíba” de forma pejorativa durante a discussão. A acusação foi negada pelo cantor no depoimento.

Ed Motta declarou à polícia que “jamais utilizou palavras pejorativas” e ressaltou possuir ligação familiar com o Nordeste. Segundo o músico, ele é “neto de baiano e bisneto de cearense”, afirmando ter “amplo respeito pelos nordestinos”.

No depoimento, o artista também disse que é “negro e gordo” e que “repudia qualquer tipo de preconceito”. A investigação segue em andamento na Polícia Civil do Rio de Janeiro.

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