O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou que a Polícia Federal (PF) abra investigação para apurar ameaças que passou a receber depois de votar pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus no processo sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro.
Em ofício encaminhado ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, Dino relatou que foi alvo de “ameaças graves” contra sua vida e integridade física nas redes sociais logo após sua manifestação no plenário da Corte. Uma das intimidações citadas pelo ministro fazia referência a um episódio no Nepal, em que a esposa de um ex-primeiro-ministro morreu em um incêndio durante protestos que resultaram em sua renúncia.
Pressões externas e risco de violência
Dino afirmou que parte dessas ameaças é alimentada por “postagens e discursos distorcidos sobre processos judiciais”, lembrando que esse tipo de incitação já resultou em episódios concretos de violência, como os ataques ao edifício-sede do STF, inclusive com uso de explosivos. Ele destacou que situações assim demonstram a necessidade de resposta firme das instituições.
O ministro já havia enfrentado hostilidade em outro episódio recente, quando uma passageira tentou agredi-lo em um voo entre São Luís e Brasília. A mulher foi indiciada e responderá por injúria e incitação ao crime.
Proposta de penas mais severas
No julgamento desta semana, Dino detalhou a participação de cada acusado e defendeu a condenação de todos. Ele anunciou que proporá penas mais altas especificamente para Bolsonaro e para o general Braga Netto, argumentando que ambos exerceram papel de liderança na tentativa golpista.
Além disso, o ministro criticou pressões externas sobre o Brasil, mencionando ações do então governo norte-americano de Donald Trump. Ele reforçou que os crimes julgados pelo STF não podem ser alvo de anistia, por se tratarem de ataques diretos ao Estado de Direito.
Com informações da Agência Brasil






Deixe um comentário