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Dino afirma que emendas parlamentares são ‘maior vetor’ de corrupção

Ministro do STF critica dimensão das emendas, e afirma que mecanismo pode afetar a competitividade nas eleições.

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (24) que as emendas parlamentares se tornaram um dos principais problemas relacionados à corrupção no país. A declaração foi feita durante uma videoconferência para a Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo.

Ao abordar a relação entre criminalidade, Estado e mercado, Dino fez uma crítica direta ao mecanismo. “Não vejo hoje vetor maior de corrupção senão as emendas parlamentares”, afirmou o ministro. Segundo ele, o problema alcança diferentes níveis da administração pública e setores envolvidos na destinação e execução dos recursos.

Dino critica dimensão das emendas

Na avaliação do ministro, a dimensão adquirida pelas emendas fez com que elas se afastassem do objetivo de contribuir para políticas públicas e passassem a representar também um instrumento de interesses políticos e eleitorais. O tema é acompanhado por Dino no STF, onde ele relata a ação que trata da transparência e da rastreabilidade desses recursos.

Dino também relacionou o assunto ao avanço do crime organizado no Brasil. A avaliação do ministro ocorre em um momento de intensificação das medidas de controle sobre as emendas, incluindo determinações para ampliar a identificação da origem e da aplicação do dinheiro público.

Ministro aponta impacto na disputa eleitoral

Além do risco de corrupção, Dino já apontou que o volume de recursos destinado por meio de emendas pode interferir na competitividade entre políticos durante as eleições. A preocupação está relacionada à possibilidade de candidatos ou parlamentares com maior acesso a recursos públicos obterem vantagens em relação aos concorrentes.

O STF tem adotado medidas para aumentar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares. Em decisões recentes, Dino determinou providências relacionadas às chamadas emendas Pix e à identificação dos responsáveis pela indicação e execução dos recursos.

A discussão também ganhou força após auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) identificarem irregularidades em parte das emendas Pix fiscalizadas, incluindo problemas de transparência, pagamentos sem comprovação, indícios de fraude em licitações e possíveis casos de superfaturamento.

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