Deputados de SP enviaram R$ 700 mil para empresas ligadas à produtora de filme sobre Bolsonaro

Repasses feitos por parlamentares do PL e do PT passaram a ser analisados em meio à investigação sobre financiamento do longa

A produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou ao centro das atenções após a revelação de que deputados da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) enviaram R$ 700 mil em emendas parlamentares para empresas administradas por Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora responsável pelo longa.

Segundo informações publicadas por O GLOBO, parte dos recursos já foi efetivamente paga. Os repasses partiram de três deputados ligados ao PL e de um parlamentar do PT, todos negando irregularidades nas indicações.

A nova revelação amplia a repercussão em torno do financiamento de “Dark Horse”, que já é alvo de investigação da Polícia Federal após denúncias envolvendo recursos enviados ao exterior e suspeitas relacionadas ao financiamento da produção cinematográfica.

Repasses e emendas

De acordo com os dados do Portal da Transparência, R$ 300 mil dos R$ 700 mil indicados já foram pagos às empresas Instituto Conhecer Brasil e Associação Nacional de Cultura, ambas administradas por Karina Ferreira da Gama e registradas em um endereço comercial na Avenida Paulista, em São Paulo.

A deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL) destinou R$ 100 mil ao Instituto Conhecer Brasil em 2023 para aquisição de equipamentos. O valor foi encaminhado no fim daquele ano.

Já o deputado Lucas Bove (PL) indicou R$ 213 mil para o mesmo instituto em um projeto esportivo, mas a emenda acabou barrada por questões técnicas e não foi executada. O parlamentar afirmou que o projeto parecia interessante inicialmente, mas disse ter redirecionado os recursos após problemas documentais apresentados pelo instituto.

Outro nome citado é o deputado Gil Diniz (PL), conhecido como “Carteiro Reaça”. Ele destinou R$ 200 mil para a Associação Nacional de Cultura com a justificativa de financiar a série documental “Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rende”. O pagamento foi realizado em agosto de 2025.

O deputado petista Luiz Fernando Teixeira também aparece entre os parlamentares que enviaram recursos. Neste ano, ele protocolou emenda de R$ 190 mil para projetos culturais ligados ao instituto. Segundo o parlamentar, o dinheiro será usado exclusivamente para aulas de teatro em São Bernardo do Campo.

Investigação da PF

A polêmica envolvendo “Dark Horse” ganhou força nos últimos dias após a divulgação de áudios publicados pelo site Intercept Brasil. Nas gravações, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece cobrando pagamentos ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Segundo as informações divulgadas, ao menos R$ 61 milhões teriam sido enviados por um negócio controlado por Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos relacionado ao projeto audiovisual.

O caso também passou a ser acompanhado pelo ministro do STF Flávio Dino, que cobrou explicações sobre emendas destinadas às empresas ligadas à produtora do filme. A apuração preliminar investiga possível descumprimento das regras de transparência envolvendo as chamadas “emendas Pix”.

Outros parlamentares

Além dos deputados estaduais paulistas, parlamentares federais também aparecem ligados ao caso.

O deputado federal Mário Frias (PL), que integra o elenco do filme e assina o roteiro da produção, destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil para projetos de capacitação digital e artes marciais.

Já os deputados federais Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP) enviaram R$ 1 milhão cada por meio de transferências especiais conhecidas como “emendas Pix”.

Também foram citados os deputados Marcos Pollon (PL-MS), com R$ 500 mil, e Bia Kicis (PL-DF), com R$ 150 mil destinados à Academia Nacional de Cultura.

Filme segue cercado de debates

“Dark Horse” vem sendo apresentado como uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, com o ator americano Jim Caviezel interpretando o ex-presidente. O projeto tem mobilizado apoiadores bolsonaristas, mas também enfrenta críticas e questionamentos sobre origem de recursos, transparência financeira e uso de verbas públicas.

As investigações ainda estão em andamento e, até o momento, não houve decisão judicial apontando irregularidades definitivas nos repasses.

LOBO, parte dos recursos já foi efetivamente paga. Os repasses partiram de três deputados ligados ao PL e de um parlamentar do PT, todos negando irregularidades nas indicações.

A nova revelação amplia a repercussão em torno do financiamento de “Dark Horse”, que já é alvo de investigação da Polícia Federal após denúncias envolvendo recursos enviados ao exterior e suspeitas relacionadas ao financiamento da produção cinematográfica.

Repasses e emendas

De acordo com os dados do Portal da Transparência, R$ 300 mil dos R$ 700 mil indicados já foram pagos às empresas Instituto Conhecer Brasil e Associação Nacional de Cultura, ambas administradas por Karina Ferreira da Gama e registradas em um endereço comercial na Avenida Paulista, em São Paulo.

A deputada estadual Valéria Bolsonaro (PL) destinou R$ 100 mil ao Instituto Conhecer Brasil em 2023 para aquisição de equipamentos. O valor foi encaminhado no fim daquele ano.

Já o deputado Lucas Bove (PL) indicou R$ 213 mil para o mesmo instituto em um projeto esportivo, mas a emenda acabou barrada por questões técnicas e não foi executada. O parlamentar afirmou que o projeto parecia interessante inicialmente, mas disse ter redirecionado os recursos após problemas documentais apresentados pelo instituto.

Outro nome citado é o deputado Gil Diniz (PL), conhecido como “Carteiro Reaça”. Ele destinou R$ 200 mil para a Associação Nacional de Cultura com a justificativa de financiar a série documental “Heróis Nacionais — Filhos do Brasil que não se rende”. O pagamento foi realizado em agosto de 2025.

O deputado petista Luiz Fernando Teixeira também aparece entre os parlamentares que enviaram recursos. Neste ano, ele protocolou emenda de R$ 190 mil para projetos culturais ligados ao instituto. Segundo o parlamentar, o dinheiro será usado exclusivamente para aulas de teatro em São Bernardo do Campo.

Investigação da PF

A polêmica envolvendo “Dark Horse” ganhou força nos últimos dias após a divulgação de áudios publicados pelo site Intercept Brasil. Nas gravações, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece cobrando pagamentos ao empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

Segundo as informações divulgadas, ao menos R$ 61 milhões teriam sido enviados por um negócio controlado por Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos relacionado ao projeto audiovisual.

O caso também passou a ser acompanhado pelo ministro do STF Flávio Dino, que cobrou explicações sobre emendas destinadas às empresas ligadas à produtora do filme. A apuração preliminar investiga possível descumprimento das regras de transparência envolvendo as chamadas “emendas Pix”.

Outros parlamentares

Além dos deputados estaduais paulistas, parlamentares federais também aparecem ligados ao caso.

O deputado federal Mário Frias (PL), que integra o elenco do filme e assina o roteiro da produção, destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil para projetos de capacitação digital e artes marciais.

Já os deputados federais Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Carla Zambelli (PL-SP) enviaram R$ 1 milhão cada por meio de transferências especiais conhecidas como “emendas Pix”.

Também foram citados os deputados Marcos Pollon (PL-MS), com R$ 500 mil, e Bia Kicis (PL-DF), com R$ 150 mil destinados à Academia Nacional de Cultura.

Filme segue cercado de debates

“Dark Horse” vem sendo apresentado como uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, com o ator americano Jim Caviezel interpretando o ex-presidente. O projeto tem mobilizado apoiadores bolsonaristas, mas também enfrenta críticas e questionamentos sobre origem de recursos, transparência financeira e uso de verbas públicas.

As investigações ainda estão em andamento e, até o momento, não houve decisão judicial apontando irregularidades definitivas nos repasses.

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