Deputado apresenta emenda que inclui Engenhão na lista de venda de imóveis do estado

Emenda apresentada por Alexandre Knoploch permite que o Botafogo possa comprar o terreno do estádio, pertencente à Central Logística

O deputado Alexandre Knoploch (PL) propôs que o terreno do Estádio Nilton Santos, o Engenhão, seja incluído no projeto que autoriza a venda de imóveis públicos pelo governo do Rio.

A emenda, apresentada durante a votação na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (12), permitiria que o Botafogo, atual concessionário do estádio, possa adquirir a área pertencente ao estado – o substitutivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já havia incluído o Complexo do Maracanã.

“Saibam vocês que o Engenhão está num terreno do estado. Toda aquela área é da Central Logística. Então a gente também está fazendo uma emenda botando o terreno do Engenhão para venda. E aí o Botafogo, caso queira, vai poder comprar também o terreno”, afirmou Knoploch.

Terrenos e arrecadação

O deputado – relator do projeto e coordenador do grupo de trabalho criado pela CCJ para vistoria os imóveis do texto original – ainda citou outros bens que poderiam ser incluídos na proposta, como as rodoviárias Novo Rio, de Niterói e de Nova Iguaçu. Segundo ele, a alienação desses áreas poderia gerar até R$ 5,5 bilhões em arrecadação para o governo estadual.

O projeto, de autoria do Executivo, tem como finalidade permitir a venda de áreas consideradas subutilizadas ou que não estejam mais vinculadas a políticas públicas específicas. O texto original tratava de 48 imóveis, mas a CCJ ampliou para 62. A medida é parte de uma estratégia do governo para reforçar o caixa e reduzir custos de manutenção de imóveis ociosos.

Debate em plenário

A proposta está em votação no plenário da Alerj e ainda pode receber novas emendas que alterem a lista de propriedades a serem vendidas. Caso seja aprovada, a decisão sobre a venda de cada imóvel dependerá de regulamentação posterior e de avaliação de mercado.

O projeto divide opiniões entre os parlamentares, especialmente sobre o destino de espaços de uso coletivo ou simbólico, como estádios e terminais rodoviários. As discussões devem continuar nas próximas sessões até a votação final do texto.

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