Paes condiciona remoção da pista de atletismo do Engenhão à reativação do Célio de Barros (veja o vídeo)

“Para a gente poder discutir uma alternativa para o Engenhão, a gente precisa ter uma pista de atletismo do Rio”, disse o prefeito

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, declarou que a solicitação do Botafogo para a retirada da pista de atletismo do Estádio Nilton Santos, o Engenhão, depende de uma solução para o Célio de Barros, o principal estádio de atletismo da cidade, que está abandonado há mais de 10 anos. Tanto torcedores quanto o dono da SAF botafoguense, John Textor, têm manifestado o desejo de remover a pista devido à grande distância entre as arquibancadas e o gramado.

Neste sábado, Paes publicou um vídeo abordando esse pedido, bem como a solicitação de cessão de um terreno municipal para a construção de um Centro de Treinamento do Botafogo. Construído pela prefeitura e concedido ao Botafogo em 2007, o Engenhão teve sua concessão renovada até 2051, o que implica que quaisquer reformas ou alterações na estrutura precisam ser negociadas com a prefeitura.

Paes relatou ter se reunido com executivos da SAF e o presidente do Botafogo, Durcesio Mello, para discutir o assunto. Textor, três dias antes, alegou ter tentado negociar, mas afirmou que não permitirão a retirada da pista. Paes, no entanto, classificou as declarações de Textor como especulação.

“Para a gente poder discutir uma alternativa para o Engenhão, a gente precisa ter uma pista de atletismo do Rio. Tenho muita dificuldade de falar que está autorizado destruir a pista de atletismo sem que essa alternativa surja. Então o Célio de Barros precisa voltar”,  afirmou Paes, que disse estar “disposto a ajudar” na negociação, já que o Célio de Barros é um equipamento estadual.

“A distância de uma pista de atletismo acaba sendo muito ruim (para torcer no estádio). Eu como vascaíno sei o que isso importa para o jogo. Portanto sou favorável, mas precisa ter encaminhamento com o atletismo.

Célio de Barro foi fechado para reforma da Copa do Mundo

O Célio de Barros, construído em 1974, está fechado desde 2013 devido à reforma do Maracanã para a Copa do Mundo. O plano original previa a demolição do estádio de atletismo para a construção de um estacionamento, mas após protestos, a pista foi mantida, embora nunca reaberta. Estima-se que sejam necessários R$ 35 milhões para sua reativação. Durante as Olimpíadas, as provas de atletismo foram realizadas no Engenhão.

Paes também comentou sobre o pedido de cessão de um terreno para um Centro de Treinamento. A prefeitura está disposta a ceder uma área de tamanho “normal”, como foi feito com Vasco e Fluminense. No entanto, o pedido de Textor envolveu uma “área monstruosa” que o município não tem disponível. Além disso, a solicitação de doação para a SAF, e não para o clube associativo, apresenta outro obstáculo, pois a prefeitura só pode doar terrenos para o clube.

“Estou disposto a ceder uma área municipal para um Centro de Treinamento do Botafogo, mas não podemos doar para a SAF, que tem interesses privados. CT para o Botafogo, em tamanho normal, está liberado. Para a SAF, a conversa é diferente”,explicou Paes, mencionando possíveis terrenos em Jacarepaguá e nas Vargens.

Após o vídeo, Paes publicou um texto em suas redes sociais, dando mais detalhes sobre as negociações e considerando a possibilidade de renegociar o contrato de concessão do estádio. Ele reconheceu que a distância da pista de atletismo atrapalha a torcida no estádio, e expressou apoio à remoção da pista, desde que haja uma solução para o atletismo.

Com informações de O Globo

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